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A hora da verdade no Taipas
Quinta-feira, Novembro 2, 2006

No momento em que escrevo esta nota, tenho a indicação de que os Associados do Taipas vão ser convocados para reunir em assembleia-geral e, entre outros assuntos, apreciarem as contas do clube. Pode até acontecer que quando o “Reflexo” sair para a rua, essa reunião já tenha acontecido e parte ou tudo o que aqui vou dizer tenha sido ultrapassado. Se isso acontecer, esta nota será menos pertinente, mas não será menos necessária ou importante.

As contas são uma ficção que não pode continuar.

Quem goste de saber – e queira saber – qual o património do Clube, que activos possui, que responsabilidades existem, ou aceita as informações verbais ou fica com a sua ignorância, porque não existia e não existe uma contabilidade organizada, assente em princípios e critérios do plano oficial. Daí que as contas sejam o que cada direcção quer. Agora como antes.

As direcções, em cuja dedicação e honorabilidade acredito até prova em contrário, deixaram-se dominar pela pressão da gestão corrente e foram incapazes de tomar a iniciativa de interromper voluntariamente o curso perigoso dos acontecimentos. Não me custa compreende-los, mas não contem comigo para silenciar o erro, porque se o fizesse estava a ofender a minha própria consciência, estava a ofender a minha dignidade profissional e além disso tudo que não é de somenos, estava a prestar um péssimo serviço ao Clube e às Taipas, coisa que recuso liminarmente.

Não me importo de ser diferente. O que eu não quero é ser confundido com outros que me antecederam na função e no cargo e assobiaram para o ar enquanto as malfeitorias eram cometidas. Agora, compete aos actuais órgãos sociais falar verdade aos Associados do Clube Caçadores das Taipas, apresentando-lhes a realidade crua e dura dos números, do passivo real, das dívidas de anteriores direcções reclamadas pelos fornecedores, das dívidas ao Fisco.

Os Sócios têm direito à verdade. Porque só tendo consciência da gravidade da situação podem inverter o sentido da marcha e compreender as limitações que condicionam o actual mandato e, consequentemente decidir em conformidade o caminho que querem para o Clube e subsidiariamente fazerem um juízo equilibrado do passado, de quem lhe vendeu gato por lebre anos a fio.

As Taipas não estão condenadas a dar crédito a quem não gosta de prestar contas de dinheiro que não lhe pertence. No Clube como na Junta.