PUB
A beleza irradia paz e alegria
Sexta-feira, Março 6, 2009

No artigo anterior, abordámos mais a beleza objectiva. Mas, além dessa, é bom que apreciemos nos outros a beleza subjectiva. É importante termos olhos para ver essa beleza, pois “o essencial é invisível aos olhos do coração”. Belas são as pessoas que irradiam paz e alegria.

Quem não se lembra das duas grandes mulheres falecidas em 1997, que tiveram uma grande cobertura mediática, quer durante a sua vida quer por ocasião do seu funeral? Uma delas era princesa da Inglaterra, jovem e bela: chamava-se Diana, a princesa do povo. A outra, a Madre Teresa de Calcutá, já idosa, era simplesmente uma religiosa de rosto coberto de rugas, de corpo pequeno e já curvado pelo peso dos anos.

As televisões de todo o mundo deram um realce impressionante a estas duas mulheres, manifestando assim que a opinião pública se deixa comover perante quem é realmente belo, pois ambas irradiavam bondade e simplicidade. Se a princesa Diana se preocupava particularmente com as crianças vítimas da guerra, sobretudo devido às minas anti-pessoais, a Madre Teresa dedicou a sua vida aos abandonados e moribundos de Calcutá e de todo o mundo.

Na realidade, ninguém resiste a esta beleza que irradia de uma pessoa que é boa, amável, fraterna. É esta a beleza que gostaríamos de ver em todas as pessoas.

Uma outra beleza que apreciamos nos outros é a sua capacidade de se dedicarem desinteressadamente ao serviço dos outros. De facto, quando vemos que alguém realiza uma acção realmente desinteressada, costumamos dizer: “Que bonito!”.

As acções que as pessoas empenhadas realizam gratuitamente, tendo em vista contribuir para tornarem o mundo melhor, são, reconhecidamente, acções de uma grande beleza humana.

É bela a acção, cada vez mais crescente, dos jovens voluntários que querem ir passar alguns meses a Moçambique, a Timor…, dedicando-se generosa e gratuitamente às populações necessitadas, a fim de as ajudarem a viver uma vida digna de pessoas humanas.

É bela a acção do jovem que, num momento de aflição, correu para dentro de uma casa que ardia, a fim de salvar o seu irmãozinho que dormia.

É bela a acção da jovem que, por um ideal cristão, deixou a família e um futuro supostamente de sucesso, para entrar numa Congregação Religiosa e/ou missionária, passando a servir a Deus nos pobres e carentes de afecto.

São belas as acções dos que promovem a justiça, a solidariedade e a paz entre os homens.