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Vila com vida e com gosto
Sexta-feira, Setembro 12, 2014

A propósito de um evento organizado por uma associação das Taipas, foi sugerida a hipótese de as outras associações participarem nesse evento. A tónica generalizada das respostas obtidas é que a actividade corrente das associações, na sua maior parte desportivas, consome os recursos humanos e financeiros disponíveis e que, praticamente, nada resta para outro tipo de actividade.

A feira das associações foi a “prova dos nove” quanto à verificação da exiguidade de recursos humanos das associações para colaborarem em actividades que se localizem fora do âmago da sua actividade corrente, facto que confirma aquela tomada de posição anterior.

Em relação ao ano precedente, as Taipas tiveram a realização de dois eventos novos: um organizado pelo Partido Socialista e outro pela ARCAT.
Ambos pretenderam passar a mensagem de que essa responsabilidade seria da autarquia e que se estariam a substituir à autarquia nessa obrigação.

Logo, a organização de tais eventos seriam uma manifestação de oposição e de revanchismo.

Nada mais falso, nada mais equivoco.

Deverá dizer-se que não se alcança a legitimidade ou sequer até a conformidade constitucional para que o PS organize uma passagem de modelos ou outro evento de cariz essencialmente sócio/económico. O art.º 2 da Lei dos Partidos Políticos não prevê tal fim para um partido politico e cremos que se encontra fora do âmbito das suas atribuições.

E isso é assim porque os perigos da sectarização da organização – a que se assistiu – que contou com os apoios dos comerciantes escolhidos cirurgicamente e não se deu oportunidade a uma mais ampla participação dos empresários com estabelecimentos na vila, são uma inevitabilidade. Só por isso, a organização é deficiente, parcial e partidária.

O comércio local não ganhou porque se partidarizou e, por isso, dividiu-se.

O próprio encerramento da principal artéria da vila, porque inesperada e não publicitada em tempo, causou transtornos e prejuízos a muitos comerciantes do centro da vila que de uma forma ou outra viram seu negócio afectado com a inesperada dificuldade de acesso.

Um evento desse tipo não deixou de ter música o que quer dizer festa.

Por este facto não se entende como apelidam o presidente da junta de festeiro quando é o PS a insistir nas festas a acrescer às já realizadas.

É necessário ponderar todas estas cambiantes para que não se ganhe por um lado e se perca por outro.

A organização do Agosto nas Taipas com gosto, promovido pela Arcat, salvaguardando o facto de ser uma iniciativa não pública, vem, na palavra do representante da promotora, “acabar com o marasmo das Taipas”, revela só por si uma visão deturpada do papel da autarquia na promoção de eventos.

A autarquia local é injuriada pela oposição pelo facto de, todos os anos, haver um mês de festas na vila. Dizem que é um exagero. Esta é a voz do PS.

Entende a autarquia que um mês de festas, atendendo à diversidade dos eventos, é o tempo ajustado para responder às responsabilidades que ao bom senso convém.

A restante actividade cultural, recreativa, desportiva tem que ter o protagonismo das associações e dos indivíduos cabendo à autarquia local um papel facilitador e de colaborador, reservando, sempre aos cidadãos – sociedade civil – a iniciativa dessas realizações.

Só entendendo assim o papel e o lugar das entidades públicas sabemos ocupar o nosso lugar.

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