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Vereadores negam compromisso com Ricardo Costa
Quinta-feira, Outubro 9, 2008

Os vereadores socialistas não confirmam que exista um compromisso com Ricardo Costa no sentido de se levar a efeito o arranjo exterior ao Centro Pastoral. António Magalhães, na reunião de vereadores, diz ser legítimo que se exerça alguma pressão para que se resolvam os problemas.

A questão levantada na última Assembleia de Freguesia, acerca do arranjo envolvente ao Centro Pastoral, que alegadamente estaria prometido ao candidato socialista às próximas eleições autárquicas, voltou a ser abordado mas desta vez na reunião quinzenal da Câmara Municipal de Guimarães.

Foi o vereador Carlos Vasconcelos, do PSD, quem levantou a questão no período antes da Ordem do Dia, confrontando os vereadores socialistas Júlio Mendes e Domingos Bragança. Em resposta, o primeiro referiu que nunca teria oferecido nenhum tipo de resistência ao andamento do processo, remetendo sempre uma decisão final para Domingos Bragança. Este, por sua vez, confirma que houve um compromisso, mas nega que este tenha sido assumido com Ricardo Costa, mas sim com o pároco – o Padre José Agostinho.

No final da reunião, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, mesmo dizendo não querer “entrar muito na polémica”, foi respondendo às questões colocadas pelos jornalistas sobre este tema. Magalhães diz que há de facto compromissos assumidos directamente com a Comissão Fabriqueira e com o Padre José Agostinho: “comprometemo-nos, dentro das nossas possibilidades, a dar um contributo”.

Quanto ao facto de na última Assembleia de Freguesia, os socialistas terem anunciado que Ricardo Costa conseguiu o desbloqueio da obra, António Magalhães esclarece que a população das Taipas tem toda a legitimidade para vir à câmara e exercer alguma pressão no sentido de resolver alguns problemas: “se o candidato das Taipas, na qualidade de membro da Assembleia de Freguesia ou de cidadão das Taipas, acha que tem à vontade para pedir uma intervençãozinha naturalmente que o pode fazer. E depois começa a guerra do período pré-eleitoral, mas isso é normal” – exclamou António Magalhães.

Poder-se-á então questionar porque será que o papel que a Junta de Freguesia diz ter exercido durante o mandato, no sentido de realizar algumas obras, não tem levado a resultados. No entender do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, o desempenho da Junta de Freguesia a esse respeito tem sido “muito frágil”. “A Junta de Freguesia não percebeu a sua dimensão e o seu papel e resolveu conflituar com a Câmara Municipal” – concluiu o presidente da autarquia vimaranense.

Texto: Paulo Dumas

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