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Utentes sem médico de família com resolução à vista
Quarta-feira, Março 7, 2007

Depois da reunião com os responsáveis da Sub-região de Saúde de Braga, a solução para a redução do número de utentes sem médico de família, parece não passar pela colocação de novos médicos.
A Assembleia de Freguesia Extraordinária, requerida a este propósito, foi marcada para o dia 16 de Março.

A Junta de Freguesia de Caldelas, conforme anunciamos na semana passada, reuniu ontem com o coordenador da Sub-Região de Saúde de Braga, Dr. Castro Freitas. Na reunião, também marcou presença o Director do Centro de Saúde das Taipas (CST), Dr. Alberto Perez.

Em cima da mesa, estiveram vários assuntos, todos eles relacionados com o elevado número de utentes sem médico de família (cerca de 7500) no Centro de Saúde das Taipas. O autarca taipense manifestou a sua preocupação pelo estado em que se encontra o funcionamento do CST, concretamente, no que respeita aos utentes sem médico de família.

Na sua opinião, a abertura da Unidade de Saúde de Ponte (USF), veio agravar a situação uma vez que, um número significativo de utentes, principalmente idosos, nãos acompanharam os seus médicos, para lá deslocados. E isto acontece, segundo Constantino Veiga, não só pela idade avançada dos referidos utentes mas, essencialmente, pela dificuldade de mobilidade dos mesmos. “É preciso arranjar mecanismos de transportes públicos que sirvam aquela zona” , referiu.

Quanto às conclusões saídas deste encontro, Constantino Veiga, refere estar disposto a colaborar com todos os intervenientes para a resolução deste problema. No entanto, reservou uma posição pública, para depois da realização da Assembleia de Freguesia Extraordinária, solicitada por 3 eleitos daquele órgão autárquico e que está agendada para o dia 16 de Março.

Para Alberto Perez, director do CST, também presente na reunião de ontem, o problema do elevado número de utentes sem médico de família vai começar a resolver-se já no próximo dia 12 de Março. Ou seja, vão ser implementadas uma série de medidas que permitirão ao CST, num espaço de tempo muito curto, reduzir de 4790 para 1100 os utentes sem médico de família na sede do CST.

Isto será conseguido com aquilo a que chama de “partição do CST”, incrementando uma maior responsabilização na USF de Ponte e no Centro de Saúde de Ronfe. Ou seja, para Ponte, serão deslocados, de imediato, cerca de 2000 utentes e para o CST virá, a título definitivo, o Dr. Carlos Catarino (assegurará 1500 utentes sem médico de família) que não se mostrou disponível para integrar a nova USF a ser instalada em Ronfe.

Outra medida a ser implementada diz respeito à substituição do Serviço de Atendimento de Consultas Urgentes (SACU) pela chamada Consulta de Reforço, a funcionar entre as 9 e as 12 horas e as 14 e as 17 horas, durante os dias de semana. O SACU passará a funcionar apenas ao fim-de-semana. A referida Consulta de Reforço destina-se aos cerca de 1100 utentes que ficarão sem médico de família e será prestada, de forma alternada, pelos 7 médicos do CST juntamente com o 3 que se encontram na Extensão de Saúde de Briteiros e que se deslocarão para o CST.

Relativamente ao encerramento do SACU, durante a semana, substituindo-o pela Consulta de Reforço, Alberto Perez, justifica a medida com o reduzido número de atendimentos efectuado por aquele serviço. “Nos dois primeiros meses de 2006, foram atendidos no SACU, cerca de 5000 utentes. No mesmo período deste ano, esse número baixou para pouco mais de 2000. O serviço da Consulta de Reforço vai ter 120 vagas por semana para utentes sem médico de família” .

Texto: Manuel António Silva

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