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Universidade das Nações Unidas vai instalar unidade de investigação em Guimarães
Segunda-feira, Junho 2, 2014

A questão entre a paternidade da ideia e a sua conclusão, bem como o anúncio público da assinatura do protocolo, agitou politicamente a última reunião do executivo vimaranense.

Guimarães foi a cidade escolhida pela Universidade das Nações Unidas para acolher uma Unidade Operacional para investigação científica na área da governação eletrónica.
A Unidade Operacional das Nações Unidas vai ter um financiamento de 1 milhão de dólares ao ano, durante cinco anos, no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). A Câmara Municipal de Guimarães e o seu polo universitário comprometem-se a ceder instalações para o seu funcionamento. Esta unidade é a 14ª que a Universidade das Nações Unidas tem em todo o mundo, nas várias áreas do conhecimento. Portugal é já membro associado desde 1992 de uma Unidade Operacional da Universidade das Nações Unidas – o Instituto Internacional de Tecnologia do Software, instalado em Macau.

Foi esta unidade existente em Macau que levou, em outubro de 2010, o atual vereador da coligação Juntos por Guimarães, André Coelho Lima, a propor a Zhiming Liu (diretor do International Institute for Software Technology of the United Nations University) uma instalação do género em Guimarães.
Nesse encontro, que contou ainda com a presença de Luís Barbosa (diretor do Departamento de Informática da UM), foram evidenciadas as potencialidades da escolha de Guimarães como área a ter em conta na instalação de um desses institutos da Universidade das Nações Unidas.

Somente em 2012 se obtiveram resultados mais consequentes quando, em Braga, se oficializou esta iniciativa. O tema viria a ser relançado durante a campanha eleitoral das autárquicas de setembro de 2013, entrando, por exemplo, no programa eleitoral da coligação Juntos por Guimarães.
A questão entre a paternidade da ideia e a sua conclusão, bem como o anúncio público da assinatura do protocolo, agitou politicamente a última reunião do executivo vimaranense.
André Coelho Lima, no final da reunião camarária, sublinhou que, na intervenção que teve sobre o assunto, fez questão de focar todas as entidades que colaboraram na instalação da Universidade das Nações Unidas em Guimarães, no caso a UM, o governo e também a câmara “pelo projeto campus urbis que tornou possível uma instalação rápida dessa universidade, que estará a funcionar em setembro”. O vereador da coligação acrescentou que não o preocupa o acessório mas sim o fundamental que é a realidade deste tipo de universidade ser a primeira que vai ser instalada em Portugal e mais concretamente em Couros. Acrescentou que se trata de “um privilégio para Guimarães contar com esta instalação”. Considerou que o êxito deste projeto tem de ser repartido por várias pessoas e entidades.

Domingos Bragança ressalvou que, nos últimos meses, em colaboração direta com a UM e a CCDR-N, foi desenvolvido um intenso trabalho que culminou com a assinatura do referido protocolo no dia 23 de maio.
Quanto à questão do início deste projeto, Domingos Bragança referiu que agradece todos os contributos mas não valorizou muito essa questão, até porque, como referiu, o projeto de 2010 não coincide com o agora protocolado. Concluiu dizendo que “o interesse de Guimarães está acima de qualquer ganho partidário”.

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