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Unanimidade quimérica nas comemorações da elevação a vila
Segunda-feira, Março 9, 2015

A Assembleia de Freguesia de Caldelas aprovou por unanimidade a constituição de uma comissão organizadora das comemorações do 75º aniversário da elevação da freguesia a vila. Dito assim até soa bem!? Pois, mas a sessão extraordinária “soou” muito mal!

A Assembleia de Freguesia reuniu-se em sessão extraordinária, a pedido do Partido Socialista (PS), no dia 6 de março, na sede da Junta de Freguesia de Caldas das Taipas, com três pontos na ordem de trabalhos: 1.º – Constituição de Comissão para a Organização das Comemorações do 75º Aniversário da elevação de Caldelas a Vila; 2.º – Discussão da Proposta de Comemoração do 75º Aniversário da Elevação da freguesia de Caldelas a vila; 3.º – Convite a personalidades da Vila para integrar o Grupo de trabalho.

Apesar da unanimidade, na hora da votação, foi uma “discussão de surdos” entre os membros da mesa da Assembleia e da Junta de Freguesia.
A Coligação Juntos Por Guimarães (CJPG) sabia que a Junta de Freguesia, em reunião pública mensal, tinha aprovado a constituição de uma comissão para organizar as celebrações, mas “não sabia” que o PS e a mesa da Assembleia de Freguesia “não sabiam”, institucionalmente, desta comissão, contudo “sabia” que estes “souberam”, a destempo, desta comissão pela notícia publicada no REFLEXODIGITAL.

O PS pretende ter um papel condigno na organização do evento. A CJPG perdeu-se nas definições do que é um órgão executivo e um órgão deliberativo. O presidente da Junta de Freguesia, Constantino Veiga (CV), acusou a Assembleia de Freguesia de nada fazer. O presidente da mesa da Assembleia de Freguesia, Mário Ribeiro, não gostou das afirmações de Constantino Veiga, chegando a afirmar que iria “refletir sobre o que foi dito e tirar as devidas ilações”. Ficou no ar a ideia de que Mário Ribeiro poderia abandonar o cargo. A CDU, representada por Gildásio Ferreira, disse que a comissão da Junta de Freguesia não tinha legitimidade.

O PS defendeu a sua ideia, a CDU queixou-se de ser esquecida, e enquanto isso, a bancada da CJPG, a Junta de Freguesia e o presidente da mesa da Assembleia de Freguesia iam trocando galhardetes.

No final, foi aprovado, por unanimidade, o 1.º ponto da ordem de trabalhos e os restantes pontos foram retirados para serem discutidos no seio da comissão.

O PS, preocupado com as declarações de Mário Ribeiro, foi tomar o pulso deste para saber das suas intenções e incentivou-o a manter-se firme. Este viria, no final da assembleia, a reunir-se com alguns membros da CJPG.
E foi assim… duas comissões para o 75º aniversário da vila e um presidente da Assembleia de Freguesia em suspenso.

José Henrique Cunha