Um pequeno passo para si, mas um grande passo para a Vila
Terça-feira, Março 11, 2003

Como é do conhecimento de todos, nos últimos anos, a nossa Vila sofreu um nítido crescimento económico e demográfico, assim como um desenvolvimento social e cultural, que se reflectiu, entre outros aspectos, no aumento do poder de compra, da qualidade de vida e, (in) felizmente, no aumento do parque automóvel particular. Só que este aumento do número de automóveis, não foi acompanhado, no meu entender, por uma adequada gestão do tráfego rodoviário.
Todos nós sabemos que, na nossa Vila:
– não existem lugares de estacionamento em número suficiente para os nossos automóveis, quanto mais para os dos “outros”;
– as estradas, temporariamente, estão como estão, ou seja, muitos buracos, pouco piso, e com as respectivas linhas e passadeiras muito pouco nítidas, para não dizer inexistentes;
– algumas placas de sinalização ou não existem ou estão mal colocadas;
– os serviços que necessitamos de usar diariamente, tais como: bancos, correios, farmácias, escolas, comércio, restauração, etc, se encontram no centro da Vila.
Muitos condutores, quando param ou estacionam os seus veículos, entendem que a frase “é só um minuto” (que neste caso o “é só um minuto, Sr. Guarda”, não se aplica, pois guardas nem vê-los), não prejudica ninguém, mas se também isso acontecer, que se lixe, a vida está prós espertos…. o que, infelizmente, parece estar. Mas também é oportuno perguntar: e a integridade física dos peões, que constantemente são obrigados a circular nas estradas? Vejamos como exemplo, a pouca vergonha diária da Rua de Santo António, onde tanto estaciona quem não pode nem deve, como quem deveria dar o exemplo e não dá…. . Mas nem tudo são desgraças, vamos ter passeio. Falta do outro lado. Aguardemos.
Os restantes, e já somos poucos, entendemos que o nosso bem-estar não pode ser o prejuízo dos “outros”, e fazemos tudo para que isso aconteça.
Assim, o título do artigo, aparece no sentido de tentar sensibilizar os leitores (e os “outros” também), para, sempre que possível, evitarem estacionar, parar, ou seja lá o que for, o automóvel, à porta do lugar onde têm de se dirigir, pois o simples minuto que pensam que vão demorar, é o suficiente para transtornar a vida aos que não têm o direito de ser atrasados, quando se dirigem para o seu trabalho, levam os filhos à escola, etc.
Mas não desesperem que ainda não acabei. Eu também ouço as críticas de café. E como é lógico, uma, é que a culpa é “vossa, digo, nossa”, pois se a Feira já estivesse no seu novo local, já tínhamos, com muito optimismo, o problema do estacionamento resolvido. Também concordo, mas como isso ainda não aconteceu, e a alteração da postura de trânsito, resultante da finalização da 4ª fase da Variante também não, sei que o mais importante é “o que podemos nós fazer para ajudar tudo e todos, e não o que é que tudo e todos podem fazer para nos ajudar a nós”.
Por último, mas não menos importante, tentem entender, que mesmo sem as tais alternativas de estacionamento em número suficiente e com a estreita via no largo da Igreja Matriz, os passeios, em horário de celebração, é que não são de certeza essa alternativa.

Pê éSses finais:
Como pai, educador e cidadão, com todas as situações recentes, sinto receio, ou mesmo até algum medo, em relação ao mundo actual que rodeia os nossos filhos e em relação ao futuro que vão ter. Mas uma coisa é certa, tenho NOJO à pedofilia e seus praticantes, assim como aos que sabem e se calam, principalmente, quando se sabe que cerca de 80% dos casos de violência e abusos sexuais a menores, acontecem dentro da própria família, com amigos chegados e vizinhos.
· Se está bem assim por que é que há-de ser diferente, ou seja, se a Escola Secundária de Caldas das Taipas nunca teve Pavilhão Gimnodesportivo, por que carga de água é que agora exige ter. Resposta: Meus senhores: como o dinheiro não estica, ou se gasta com o Pavilhão, ou vai para os dois Submarinos que vamos comprar, para reforço da Base da Marinha onde estão a fazer falta: em Chaves.
·Se o mundo fosse perfeito, os Inspectores teriam é que inspeccionar os EUA e concluir, que afinal andam a procurar o lobo mau no sítio errado. Não sejam tolos, digam não à guerra. (Com muito custo meu, se calhar quando este artigo sair, já a guerra começou…)
·Será que a atitude do nosso Primeiro-ministro, ao assinar a carta de apoio aos EUA, nos poderá prejudicar nas relações de diplomacia económica com alguns países da Europa? A ver vamos! A ver vamos!!!
Até Abril