Um ato de homenagem à liberdade
Quinta-feira, Maio 5, 2016

A semana que passou foi marcada pelas cerimónias do 25 de Abril, em Guimarães e no País.
O 25 de Abril recorda a liberdade, o não condicionamento, o afã de dizer o que nos vai na alma sem receios ou contemplações. Dizer a nossa opinião sem constrangimentos é um ato de homenagem à liberdade que Portugal conquistou em Abril de 1974.

As cerimónias que tiveram lugar na Assembleia da República foram marcadas pelo consenso em torno das palavras do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Facto inusual mas que enobrece todos os agentes políticos.

Facto muito idêntico sucedeu, coincidentemente, também aqui em Guimarães. Uma vez que a sessão solene comemorativa do 25 de Abril foi marcada pela intervenção da ex-vereadora da Cultura e agora membro da Mesa da Assembleia Municipal, Francisca Abreu, em nome da Assembleia Municipal de Guimarães. Que igualmente mereceu elogios dos mais variados agentes políticos de diferentes cores políticas.

Num discurso muito bem redigido e extraordinariamente bem transmitido, Francisca Abreu disse que “a História de Guimarães exige de nós uma governação exigente e pró-ativa, exige que Guimarães dê continuidade à sua grandeza histórica e prossiga a afirmação nacional e reconhecimento internacional em todas as áreas. Do modelo de governação ao ambiente, do planeamento à ação social, da educação à cultura, do estímulo ao desenvolvimento económico e participação cívica…” vindo a concluir que “ao governo das cidades, desta cidade fundadora, os tempos e os cidadãos exigem uma visão e ação novas e inovadoras que enfrentem a turbulência deste tempo feito de incerteza e desesperança, uma visão inspiradora que abra de vez e dê voz ao sonho e à utopia”.

São expressões, entre outras, que subscrevo totalmente. Porque considero igualmente que esta cidade fundadora precisa de uma visão e ação novas, e que precisa de uma governação capaz de dar continuidade à sua grandeza histórica. Como penso com franqueza pensa a generalidade dos Vimaranenses.

Mas o que subscrevo essencialmente é o arrojo e a temperança que é própria de quem conquistou uma posição diferente, superior, não hesitando nessa condição em dizer o que pensa como cidadã, como vimaranense. Não se refugiando no politicamente correto nem demonstrando receio das palavras. Não hesitando em dar voz ao pensamento cidadão, mesmo que possa não estar sempre alinhado com o pensamento oficial partidário.

Repetindo a ideia inicial deste texto, creio que a intervenção de Francisca Abreu foi essencialmente um ato de homenagem à liberdade que Portugal conquistou em Abril de 1974.

Vereador do PSD na Câmara Municipal de Guimarães