Turitermas
Domingo, Agosto 11, 2002

Foi dito na Assembleia de Freguesia que a Turitermas tem contas equilibradas, encerrando o ano de 2001 com resultados positivos. À boleia desse feito, foi proposto um voto de louvor à administração, reprovado pela maioria.

Recordemos alguns factos.

Em Novembro de 1984, a Câmara de Guimarães aprovou a constituição da comissão instaladora de uma cooperativa de interesse público tendo em vista a viabilização sócio-económica das termas das Taipas.

Na reunião camarária de 26 de Agosto de 1988, foi deliberado aprovar o projecto de recuperação do estabelecimento termal e aquisição de equipamento para os serviços de fisioterapia e recuperação.

No ano de 1989 o património da Turitermas foi aumentado por inclusão do edifício do antigo matadouro, hoje Restaurante Príncipe Parque, avaliado em 25.000.000$00.

Em 1991, a Câmara deliberou financiar o equipamento para aquecimento do edifício termal. Valor: 5.517.728$00.

Por deliberação 22 de Fevereiro de 1996 da Câmara de Guimarães, foram nomeados os representantes nos órgãos sociais da cooperativa. Remísio Castro assume a presidência da Direcção, que mantém desde então.

Sete meses mais tarde, alegando dificuldades de tesouraria, a Turitermas solicita à Câmara um subsídio de 4.000 contos, que foi concedido.

Moral da história: ao contrário do que foi dito na Assembleia de Freguesia de 12 de Julho, a Turitermas já beneficiou de subsídios camarários. Não apenas subsídios ao investimento, como subsídio para resolver dificuldades de funcionamento.

Aliás, e para se avaliar a qualidade da gestão, basta ver que por volta das seis, seis e meia de qualquer tarde de verão a piscina pública faz os preparativos para encerrar, “empurrando porta fora” os utilizadores presentes e negando o acesso a novos.

A isto alguns chamam gestão equilibrada. Eu não.