Trinta anos depois!
Segunda-feira, Abril 5, 2004

No ano em que se festejam trinta anos passados sobre o 25 de Abril de 1974, entendo ser importante dizer aos mais novos que esta mudança foi importante para quem a viveu mas foi mais importante para eles, já que lhes permitiu nascer em liberdade. E, se a liberdade de cada um termina onde começa a do outro, se a quiserem continuar a ter, deverão respeitá-la e não ter vergonha de assumir as suas convicções e participar activamente na sociedade, quer em associações, grupos de jovens, escutismo, etc., quer nas juventudes de expressão política.

E é por esta sociedade livre, fraterna e igual que todos teremos de nos continuar a bater, pois acredito veementemente que só assim é que conseguiremos fazer frente a todos os actos de autêntica barbárie, terrorismo, fundamentalismo, etc. que, apesar de acontecerem directamente com os outros, não nos podem nem devem passar ao largo. Comungo da ideia de que não se deve alertar infundadamente os cidadãos, já que me parece que é precisamente este medo e pânico que quem pratica tais actos pretende criar e generalizar naqueles. Mas, não convém esquecer que mais importante do que soluções é o combate às causas. No imediato, concordo com a urgente união e coesão da Europa para fazer face a estes actos – destaco todo o trabalho que o Comissário Europeu António Vitorino tem tido nesta matéria – já que as brechas criadas são um transmitir (a quem não deveria ser) das fragilidades, através das quais os ataques poderão ter êxito. Por cá, há que continuar a acreditar na eficácia das nossas forças de segurança e serviços de inteligência, e reforçar a coordenação e articulação com os serviços congéneres estrangeiros.

Para finalizar, espero que se algo de grave acontecer, não se encontrem no local os mesmos agentes da GNR que estavam de serviço no Estádio Avelino Ferreira Torres, no Marco de Canavezes, e que Sua Ex.ª o Ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, não torne a elogiar a incompetência das autoridades.

Pê éSse final:

Como sou filho de boa gente, não gosto de complicar e acredito que ter opinião é um direito consagrado em democracia. Por isso, sou obrigado a dizer o seguinte:
Qualquer pessoa eleita para um cargo político e/ou associativo está sempre sujeita a ser alvo de críticas, tanto justas, como, por vezes, sem razão para tal.
Agora, o que nunca pode ser aceitável é quando essas críticas resvalam para o insulto gratuito, juízos de valor mais do que duvidosos e sem qualquer tipo de fundamento.
Já reparei que, nas Caldas das Taipas, quando as pessoas não têm argumentos optam por esta última solução.
Nunca seguirei esse caminho. Seria preferível deixar de ocupar este espaço de opinião e mesmo abandonar a vida política e associativa.
Sou TAIPENSE por diversas contingências da vida e acrescento que o sou com orgulho. Porém, também não esqueço as minhas raízes.
Por último, não posso deixar de colocar a seguinte questão: “Por que será que os Imigrantes ocupam cargos na política e/ou associações da Vila?”