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Todos juntos
Terça-feira, Agosto 1, 2006

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães revelou, durante a cerimónia de encerramento da época do Desportivo Francisco de Holanda, a sua preocupação com o número de instituições/associações desportivas que proliferam pelo concelho. No fundo, o autarca tentou abrir os olhos para os novos “criadores”, defendendo que a quantidade não é sinónimo de qualidade.

E hoje em dia, vinga quem é bom e não é quem tem muito. Ponto final. “Os grandes portentados do Mundo, não apenas no Desporto, resolveram há uns anos dar as mãos para serem mais competitivos, ganhando espaço e qualidade. Em Guimarães ainda temos problemas deste género. Não precisávamos de tantos clubes de futebol (…), precisámos, isso sim, de concentrar aquilo que são as nossas capacidades em determinadas áreas específicas e dar depois, a esses, as condições que são necessárias para que se faça uma formação adequada. As exigências dos tempos que correm a isso nos vão obrigar”, avisou António Magalhães.

O alerta do edil vem mesmo a propósito, e já está à vista quem são os primeiros a ceder. A verdade é que em cada terra nasce um clube de futebol, encarando a vertente desportiva como uma aposta de futuro a nível competitivo. E é aí que reside o grande problema da questão, não o facto de existirem elevadas agremiações desportivas, mas sim o facto todas elas procurarem o sucesso, sem condições para o atingir. É claro que não existe nenhum problema o facto de existir um clube de futebol por cada terra do concelho, antes pelo contrário, é mais um espaço nobre que se cria para a ocupação dos tempos livres dos nossos jovens. Mas deveria ser, única e apenas, nesse sentido que se devia encarar os projectos das associações/clubes que não têm pernas para dar passos tão grandes. Quem se dedica ao desporto… tem de ser pelo desporto. Só. É claro que, depois, existente a vertente competitiva, mas deixem isso para quem pode… não pode ser para todos!

Certo é, todos juntos podem contribuir para o aumento da qualidade, logo que não entrem numa rivalidade disparatada. Isto é, a título de curiosidade, para quê ter dois clubes a esgrimir forças para ser Campeão, quanto podemos ter um “grande” a lutar por algo mais? Dêem as mãos, unam esforços…

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