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Todos a fazer desporto
Terça-feira, Julho 5, 2005

São milhares e milhares de atletas, centenas de treinadores e dirigentes, a envolverem-se num “carrocel” que gira à volta de uma bola, furando a barreira da razão e, por muitas vezes, intrometendo-se na área da emoção. É o belo desporto – o futebol – que mexe com mais de meio mundo.
Mas, “desporto não é só futebol”. Os mais “intelectuais” do desporto fartam-se de erguer a voz e colocarem-se em bicos de pés a dizer que o voleibol, o hóquei-em-patins, o basquetebol, o andebol, o polo-aquático, a natação, bilhar, atletismo, alpinismo, hipismo, ciclismo, enfim… Todas estas modalidades, e mais algumas que ficaram por referenciar, também fazem parte de um amplo painel que compõe o mundo do desporto. Mas disso não restam dúvidas! O cidadão comum, que jamais se atreveria a definir-se como um desportista, não deixa de praticar desporto.
Quem é que se recusa a fazer uma longa caminhada pelas noites de verão? Quem é que não se dedica aos ginásios para perder mais uns quilinhos? Quem é que nunca se atreveu a vestir um fato de treino por umas horas e a dedicar o seu tempo a uma actividade desportiva? Tudo isto é desporto! Mas, a verdade é que o futebol é mediatizado. E é mediatizado com razão e não pela emoção. Em Portugal, tanto se investe na formação de jovens nadadores, jovens ciclistas, jovens a praticar andebol, voleibol e muitas outras modalidades… E depois? Qual o resultado dessa aposta? Onde estão os “Figos” da Natação? Onde estão os “Cristianos Ronaldos” do hóquei-em-patins? E, já agora, onde estão os “Mourinhos” do voleibol?
Pois é. Há uma razão para que o futebol seja um desporto mais mediatizado que os demais. Porque Portugal tem os melhores praticantes do Mundo. Com alguma admiração, confesso, olho para o país vizinho (Espanha) e vejo sobressaírem-se os melhores tenistas mundiais, os melhores pilotos de automóveis, os melhores ciclistas do Mundo… É tempo do português “coitadinho” deixar de fazer o papel de vítima e “ai, coisa e tal, ninguém nos liga”. Chega de lamúrias, cada um deve fazer por ser melhor. E sendo os melhores certamente alguém os irá reconhecer, a começar pela própria imprensa.

Contra ventos e marés
Na última edição do Jornal “Reflexo” – tendo em conta que escrevo para uma grande parte do público taipense -“aproveitei-me” deste espaço para “abrir” os olhos de alguns menos atentos à crise directiva que se gerou em volta do Clube Caçadores das Taipas. Com agrado avalio que o imbróglio ficou resolvido, perante a coragem de alguns taipenses em não deixar o barco ir ao fundo, mantendo-se a bordo, contra ventos e marés, tentando levar o barco a bom porto. Bem hajam pessoas como o jovem Amâncio Mendes e boa sorte para o projecto que pretendem desenvolver no clube.

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