PUB
Tempo Livre, A Oficina e Fraterna com novos presidentes de direção
Sábado, Agosto 2, 2014

Com seis votos a favor e quatro em branco o executivo vimaranense aprovou, em reunião de câmara extraordinária, os seus novos representantes nestas três cooperativas

A tentativa de encontrar soluções para a nova realidade provocada pela recusa de visto por parte do tribunal de contas aos três concursos públicos abertos e ganhos por A Oficina, Tempo Livre e Fraterna levaram o executivo liderado por Domingos Bragança a avançar com esta alteração.

Frederico Queirós, na A Oficina; Aníbal Rocha, na Tempo Livre e Marta Coutada, na Fraterna, substituem, deste modo, José Bastos, Amadeu Portilha e Paula Oliveira, respetivamente, passando a ser os representantes do Município nestas três cooperativas, numa altura muito conturbada do seu funcionamento.
De referir que, nesta sessão, esteve ausente a vereadora do PSD, Helena Soeiro.
Durante a reunião, a situação de indefinição das cooperativas voltou a dominar as atenções, na discussão da revogação da proposta para aquisição de serviços culturais à Oficina por ajuste direto, pelo período de quatro meses.
A proposta foi aprovada pela maioria socialista e pelo vereador da CDU. O PSD e o CDS-PP votaram contra.

O ponto relativo à aquisição de Serviços de Desenvolvimento de Atividades Culturais à Oficina viria a ser alvo de acesa discussão política, principalmente entre André Coelho Lima e Domingos Bragança. O primeiro criticou a liderança socialista por insistir num processo que o Tribunal de Contas tem vindo sucessivamente a não dar o seu visto. Por sua vez, o presidente da Câmara reitera que todo este problema resulta da aplicação da Lei 50/2012 e que, se não fossem as medidas que a Câmara tem vindo a tomar, os trabalhadores das três cooperativas em causa já teriam abandonado os seus postos de trabalho. É nesta defesa dos postos de trabalho que a CDU tem vindo a justificar a sua posição de alinhamento com as propostas da Câmara, tal como voltou a acontecer neste ponto. Os vereadores da coligação Juntos por Guimarães votaram contra.

Nesta reunião do executivo foi ainda aprovado, por unanimidade, o protocolo que estabelece uma cooperação tripartida entre a Universidade do Minho, a Câmara Municipal de Guimarães e a Agência para Modernização Administrativa (AMA) com vista à instalação e funcionamento de uma unidade de desenvolvimento desta agência em Guimarães. Viria ainda a ser aprovado, com a abstenção do PSD, o plano operacional e acompanhamento da implementação da Casa da Memória. O PSD, através do seu vereador Ricardo Araújo, justificou esta posição defendendo que não havia necessidade de contratar este serviço a uma empresa, defendendo que deveria ser a SMS a dar continuidade a um trabalho efetuado anteriormente. Manifestou ainda a sua estranheza quanto à necessidade de se “encomendar um estudo para definir o enquadramento, a estratégia, incluindo visão, missão, valores e objetivos estratégicos, aspetos que já deveriam nesta fase estar devidamente definidos”. De referir que Monteiro de Castro e Torcato Ribeiro, por pertencerem aos órgãos sociais da SMS, não participaram na discussão e votação deste ponto.

Artigos Relacionados