Taipas e o PDM
Quinta-feira, Maio 21, 2015

Para alguém como eu que considera a coesão e unidade territorial um bem essencial e uma condição fundamental para o sucesso e atratividade do concelho, “cuidar bem das Taipas” é uma premissa que deverá estar sempre, e obrigatoriamente, bem presente.

Porque parte integrante e indissociável da história, da identidade e do crescimento de Guimarães, Taipas é uma vila com particular significado e que deve ver essa qualidade reconhecida na atuação estratégica e quotidiana do Município.

Sendo um elemento indispensável à atuação municipal, ao planeamento e gestão do território, a revisão do PDM, que agora entrará em vigor, reconhece e valoriza as Taipas como um espaço urbano incontornável para Guimarães e que, dentro de uma estratégia coerente para todo o concelho, deverá merecer uma atenção particular.

Não querendo entrar em questões técnicas específicas, destaco três aspetos fundamentais da atuação municipal para a vila das Taipas e que a revisão do PDM consagra:

1. O reconhecimento do conjunto das vilas do concelho, e no qual Taipas assume relevância singular, no papel de intermediação entre a cidade e as freguesias mais distantes, funcionando como um polo urbano intermédio que complementa a cidade em muitos dos seus serviços e funções, nomeadamente naquelas de maior proximidade à vida quotidiana da população;

2. A afirmação das Taipas como território termal especializado, projetando uma relevância turística e de bem-estar (saúde) que em muito engrandecerá a vila e enriquecerá o concelho;

3. A constatação da forte polaridade das Taipas, de uma vida urbana intensa que conjuga movimento de pessoas e bens, atividade económica e cultural, relevo social, associativo e desportivo e que deve ter repercussão no território físico da vila e suas infraestruturas de suporte. Por isso mesmo, a revisão do PDM contribui fortemente para visibilizar e possibilitar a requalificação do centro cívico da vila, a construção e requalificação dos seus equipamentos mais importantes, a defesa do seu património edificado e natural, a aglomeração construtiva e rentabilização das infraestruturas básicas e que, no final, depois de concretizadas, reverterão a favor de uma urbanidade – qualidade do que é urbano – cada vez maior e melhor!

Estou convicto que a revisão do PDM será útil e boa para Guimarães. E, assim sendo, porque o concelho e as Taipas se fundem numa só realidade, ao tratar bem do concelho, estaremos também a cuidar melhor das Taipas. E ao tratar bem das Taipas estaremos, também, a cuidar melhor do concelho. Afinal, o território é de todos e para todos. E, seguramente, será com todos que trataremos as Taipas como a mesma merece: com atenção e carinho, com trabalho e qualidade!