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Taipas 2020
Quinta-feira, Novembro 14, 2013

Todas as eleições que deem origem a novos mandatos suscitam e ressuscitam expectativas: umas novas, outras já endurecidas pelo tempo decorrido.

Os Taipenses, quer tenham bebido a água do Leão ou não, sendo certo que aqueles têm mais responsabilidade, depositam na sua vila uma esperança que encontra reminiscências em tempos que já lá vão – cerca de 50 anos. A esperança radica no desejo de verem de novo uma vila com turistas, aquistas, banhistas e campistas. Uma vila que atraia gente de fora e, consequentemente, enriqueça e se desenvolva.

Uma esperança legitima, fundada no passado, e que muito justamente se quer projectar no futuro.

Os recursos naturais que temos para essa finalidade são as águas termais a piscina e o rio ave, entendido também pela sua zona envolvente – parque de lazer.

Em tempos, aqueles recursos eram suficientes e distintivos positivamente. Nos tempos que correm já não são um factor de distinção pois, como se sabe, assistiu-se a uma proliferação acelerada de infra estruturas equivalentes, quer no concelho, quer em concelhos limítrofes.

Com efeito, a cidade de Guimarães já tem um parque da cidade que, em qualidade, extensão e conservação, ultrapassa em muito o parque de lazer das Taipas. Mesmo na periferia da cidade, existe o complexo de piscinas, a pista Gémeos Castro e a zona envolvente para todos os tipos de jogos. Estas infra estruturas oferecem mais do que as Taipas pode oferecer.

Então, e nesse capitulo, em que pode as Taipas vingar. Nas Termas e no Rio, entendendo o Rio como toda a sua margem.

Quanto às Termas, ou realmente as suas águas são excepcionais ou o futuro adivinha-se sombrio. A ideia, em implementação, de transformar e adicionar aos serviços oferecidos um SPA e Bem Estar é um caminho que só terá sucesso – oxalá eu me engane – num projecto global em que se transforme as Taipas num local de lazer por excelência.

Como se chega lá?

Primeiro: despoluir o Rio Ave, pelo menos até à “levada” de S. Clemente;

Segundo: recuperar as praias fluviais – praia seca e parque – estabilizando o leito do Rio para permitir desportos aquáticos;

Terceiro: recuperar toda a zona ribeirinha do Rio, desde a levada de S. Clemente à Praia Seca;

Quarto: construir, nesse espaço, infra estruturas desportivas, de lazer e recreação.

Um projecto desse calibre custa muito dinheiro, é certo.
Bastava, em dois mandatos, que a Câmara reservasse para esse projecto a módica quantia de € 200.000 ano; quantia essa que, a par com as máquinas da câmara, chegaria para concretizar o projecto.

Requalificar os banhos novos, os velhos, e o mais que se faça, podendo ser positivo, carece de um projecto global paisagístico que lhe dê sentido e qualidade ambiental. O Rio Ave poderá ser o “busílis” da questão.

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