Sol de Verão…
Segunda-feira, Julho 30, 2001

O sol, responsável pelo desencadear de fenómenos vitais para o homem e meio ambiente, é imprescindível para a vida na terra. A sua luminosidade gera a alegria de viver.
Os raios solares ajudam-nos a fabricar a vitamina D indispensável ao desenvolvimento ósseo, estimula a circulação sanguínea periférica e tem funções terapêuticas na prevenção de certo tipo de infecções cutâneas e no tratamento de dermatoses tais como a psoriase e o acne.

Porém, os efeitos nocivos do sol são amplamente mais graves e podem manifestar-se a curto e a longo prazo.
A curto prazo e nas peles mais sensíveis, pode manifestar-se nas seguintes formas:
-Fotodermatose: vermelhidão, erupções e manchas cutâneas bolhas, borbulhas que provocam prurido e sensação de picadas. Afecta, principalmente, as zonas do peito, pescoço e ombros. É a chamada alergia ao sol.
-Eritema solar: traduz-se na vermelhidão e inflamação da pele, acompanhada de sensação de calor (escaldão). Evolui em duas fases: uma imediata e outra que surge 3 a 6 horas após a ex-posição ao sol e atinge o máximo de inflamação ou queimadura, passadas 24 horas.
– Inflamação: resulta da acção directa dos raios solares na derme e nos vasos sanguíneos, provocando uma vaso dilatação.

A longo prazo, podem aparecer lesões celulares como consequência das exageradas exposições solares e queimaduras consecutivas, que podem conduzir ao envelhecimento precoce da pele, ao aparecimento de manchas cutâneas e ao cancro da pele, que tem vindo a aumentar assustadoramente nos últimos anos.
De especial atenção aos sinais e quando notar:
que aumentam de tamanho ou endurecem;
que mudam de forma;
que mudam de cor;
que sangram,
consulte imediatamente o seu médico.
A sensibilidade aos efeitos solares resulta da conjugação de várias características inerentes a cada pessoa onde se inclui, entre outras, o tipo e cor da pele, a cor dos olhos e do cabelo.
O agrupamento dessas características deu origem a seis fototipos cutâneos que requerem cuidados e medidas de protecção específica.

O seu factor de protecção pode não ser igual ao do seu filho! Proteja-o de acordo com o foto-tipo.

Cuidados a ter com as crianças

Os olhos e pele das crianças são muito sensíveis.
Os bebés até um ano de idade, devem estar sempre à sombra. É preciso ter atenção com o calor, porque os bebés desidratam-se muito depressa. Deve dar-lhes água sem açúcar.
Sombra, chapéu ou boné, t-shirt de algodão, calções amplos, óculos de sol (de preferência inquebráveis e com lentes anti-reflexo) e chinelos nos pés são os melhores meios para proteger as crianças.
Escolha um produto solar adaptado às crianças: índice de protecção 15 no mínimo, resistente à água e sem álcool. Deve ser aplicado 15 minutos antes da exposição ao sol. Não aplique óleo para bebé, antes da exposição ao sol.
Não aplique cremes solares a crianças com menos de um ano.
Orelhas, nariz, lábios e plantas dos pés são muito sensíveis. Não devemos esquecê-lo. Não deixe que as crianças brinquem ao sol sem protecção entre as 11 e as 17 horas.

Maria Rosa Pimenta
Enfermeira
Chefe do C. S. das Taipas