PUB
Sociedade Martins Sarmento toma posição sobre “Via dedicada ao Avepark”
Terça-feira, Fevereiro 17, 2015

A direção da SMS defende que a discussão pública sobre o trajeto “logo que disponível”, proporcionará a “sindicância sobre a qualidade e adequação dos estudos realizados” e constituirá fator “de benefício para as decisões a tomar”

Em comunicado distribuído à imprensa, datado de 13 de fevereiro, a direção da SMS coloca ainda à disposição da “comunidade e instituições vimaranenses todo o seu importante acervo documental”, bem como os seus colaboradores técnicos para qualquer colaboração.

No mesmo texto, a direção da Sociedade Martins Sarmento tece algumas considerações sobre a via em causa, a sua importância para “a sobrevivência do Avepark” e mesmo a “questão da própria oportunidade e interesse do parque, em si, ou da importância ou necessidade de criação de uma nova via para o mesmo, designadamente, de uma via com as características da que vem sendo anunciada”.

O comunicado dá enfâse ao âmbito da atuação da SMS, onde a perspetiva cultural e científica arqueológica é sempre dominante, tendo uma atenção especial sobre “os temas do progresso e valorização de Guimarães e das suas populações”, como é o caso do Avepark e da via em causa.

A SMS entende que será ainda prematuro avançar com possíveis implicações arqueológicas, sem se conhecer a proposta de traçado da Câmara Municipal de Guimarães. No entanto, face às informações disponíveis, a SMS refere que existem “vestígios ou sítios arqueológicos, registados em escritos e apontamentos desde o próprio Martins Sarmento e, mais tarde, de Mário Cardozo”, nas áreas das freguesias de Caldelas, Barco e Briteiros (Santo Estevão e S. Salvador). Relembra ainda que a área que medeia entre a vila de Caldas das Taipas e a zona da Gândara, onde se encontra o Avepark, “é uma área sensível, sobretudo no que respeita a vestígios da Pré-história recente, nomeadamente da Idade do Bronze, como sejam as estruturas funerárias conhecidas como “mamoas” e rochas com gravuras rupestres, muitas das quais parecem ter sido já destruídas nas primeiras décadas do século XX”.

O comunicado refere ainda que a “existência de vestígios ou monumentos ou outras estruturas de interesse arqueológico, histórico ou arquitetónico não é, em si, imediatamente impeditiva da realização de obra nova”.