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Sindicatos preparam manifestações
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Sindicalistas do distrito de Braga estiveram hoje reunidos em Guimarães. Carvalho da Silva, presente na sessão lançou críticas à revisão do Código do Trabalho, condenando-o ao fracasso.

A Direcção da União dos Sindicatos de Braga, coordenada por Adão Mendes, esteve durante o dia de hoje reunida em Guimarães, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, com intuito de analisar a situação económica e social do distrito e de preparar algumas manifestações, a primeira das quais já a 13 de Março.

Este encontro teve a particularidade de ser acompanhado pelo Secretário-Geral da CGTP-In – Carvalho da Silva, que aproveitou a oportunidade para lançar críticas ao Código do Trabalho cuja última revisão vigora a partir de hoje.

O dirigente sindical considera que o diploma está condenado ao fracasso e adiantou quatro pontos que, na sua opinião, vão contra as tendências da legislação do trabalho verificadas noutros países, referindo o exemplo espanhol.

A flexibilização e a desregulação; os mecanismos de contagem do tempo de trabalho dependentes das entidades patronais; a destruição da contratação colectiva, e a diminuição das retribuições pelo trabalho foram os pontos enumerados por Carvalho da Silva, que disse ainda que as novas regras vêm implicar um conjunto de esforços acrescidos para os trabalhadores.

O secretário-geral da central sindical alertou para situações de ”invocação oportunista” da actual situação de crise económica por parte de alguns empresários com vista a “provocar uma autêntica lei da selva nas relações de trabalho”. Nesta altura o dirigente aludiu à intervenção de um empresário vimaranense no programa Prós e Contras, transmitido pela RTP no passado dia 9 de Fevereiro, que se insurgiu contra uma alegada “falta de disponibilidade dos trabalhadores”.

O coordenador da União dos Sindicatos do Distrito de Braga, Adão Mendes, adiantou algumas das conclusões da reunião da manhã, referindo-se à “situação vergonhosa e humilhante” a que os trabalhadores da região estão a ser submetidos. Segundo este responsável, a actual situação de crise deve-se à falta de rigor do perfil de desenvolvimento adoptado, além da precariedade e dos baixos salários, tendo feito igualmente referência a uma implantação da “lei da selva”.

Naquilo que poderá ser entendido como um bom augúrio para a região, Adão Mendes anunciou que a União dos Sindicatos do Distrito de Braga está a ser auscultada por uma empresa alemã, acerca da instalação na região de uma unidade ligada ao sector automóvel e que poderá implicar a criação de trezentos postos de trabalho.

Texto: Paulo Dumas

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