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Sinais de Páscoa
Segunda-feira, Maio 6, 2013

Com profundas raízes na comemoração da libertação e fuga do povo escravizado no Egito, a Páscoa, para além da celebração da ressurreição de Jesus Cristo, para os cristãos, mantém uma ampla conotação alargada de “passagem”, de renovação, de fim do inverno e início da primavera, em suma, o marcar diacrónico do ritmo natural que a cada morte, a cada desalento, faz suceder nova vida e novo ânimo.

O 25 de Abril de 1974, acontecimento com marca indelével no nosso país, surgiu, de igual forma, carregado de esperança e de apelos à renovação.

As maldições e as pragas com que temos vindo a ser presenteados, sob a forma de austeridade absurda, desemprego e fome, comandadas sobranceiramente por um país, qual Egito opressor, que varreu da sua memória e do seu “curriculum vitae” os momentos da História em que fruíram de perdões e solidariedades, colocam, de novo, desafios e apelos lancinantes de libertação.

Portugal e os portugueses aguardam pacientemente a oportunidade, inadiável, de mudança e de renovação das políticas que nos têm conduzido até aqui, bem como dos seus protagonistas.

Nunca o povo teria saído do Egito se Moisés se chamasse Gaspar.

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