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Sim, é possível um Portugal melhor
Quinta-feira, Outubro 1, 2015

Os portugueses vão, no próximo dia 4 de Outubro, eleger os 230 deputados que constituirão o novo parlamento da Assembleia da República. É do resultado desta eleição e da sua composição partidária que será escolhido o primeiro-ministro que governará o nosso país nos próximos quatro anos.

Lembro que durante quatro décadas, PS e PSD foram os partidos que, a solo ou coligados, inclusive com o CDS/PP, conduziram os destinos do nosso país. Assim, é justo afirmar que o caminho que o país trilhou até aqui é, para o bem ou para o mal, e sabemos e sentimos que mais para o mal, da responsabilidade exclusiva destes três partidos.

Será igualmente justo dizer que, se hoje nos encontramos enrodilhados numa crise económica, que nos empurrou para o empobrecimento e para a perda de soberania, sem paralelo nos últimos anos, a mesma se deve às opções políticas e governamentais que estes mesmos três partidos, com esta ou aquela nuance, aplicaram nas últimas décadas.

Para se perpetuarem no poder utilizam o velho truque da estafada conversa do passa culpas a quem esteve no governo anterior, criando a ilusão, que já só ilude a quem quer mais uma vez ser iludido, de que agora é que é a sério, agora é que vai haver mudança…

Da tão prometida e propalada mudança e alternativa, em período eleitoral, caímos sempre na realidade redutora da alternância, após as eleições, e o país e o povo cada vez com maiores dificuldades originadas e provocadas pelas políticas impostas pela troika, politicas estas consentidas, apoiadas e algumas até ultrapassadas por excesso de zelo, pela coligação PSD/PP que nos governou nos últimos quatro anos.

A justificação apresentada para a aplicação das medidas anti populares e os sacrifícios que as mesmas provocam, assentam no argumento afunilado de que não há outro caminho, que tem que ser assim e que não há alternativa.

Nada mais falso. Na história dos povos houve sempre alternativas para a resolução dos seus problemas. O difícil ou impossível é procurar resultados alternativos com os mesmos intervenientes, com aqueles que nos conduziram ao desastre.

Por isso é que, no dia 4 de Outubro, o que está verdadeiramente em causa é exactamente isto: votar para manter a actual política, com as consequências nefastas que conhecemos, ou votar em quem se propõe com seriedade acabar com este rumo governativo prejudicial ao povo e ao país, e encontrar soluções para um Portugal com futuro. Soluções que a CDU apresenta, propondo a valorização da produção nacional, o apoio às pequenas e médias empresas e o respeito pelos direitos dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos e médios empresários e dos jovens.

Só o reforço significativo da votação na CDU permitirá induzir uma nova dinâmica política que aposte no fim do medo e na devolução da autoestima do nosso povo e que estimule a valorização das nossas capacidades enquanto povo livre e soberano.

Acreditamos nas potencialidades do nosso povo que por várias vezes demonstrou em condições adversas e momentos difíceis da nossa história ter a coragem de responder positivamente perante os grandes desafios.

No dia 4 de Outubro, para uma política patriótica e de esquerda, a CDU é a alternativa de confiança!

Sim, é possível um Portugal melhor com a CDU!

Vereador da CDU na Câmara Municipal de Guimarães