Será que é possível prevenir o cancro?
Sexta-feira, Março 13, 2015

A palavra cancro tem origem etimológica na Grécia Clássica. Foi Hipócrates quem pela primeira vez deu o nome cancer àquilo que hoje efetivamente chamamos de cancro. A teoria mais aceite, é que as veias túrgidas em redor do tumor assemelhavam-se às patas de um caranguejo e, portanto, ele decidiu chamar-lhe de cancer, palavra do latim que significa caranguejo e que depois dará origem à palavra cancro na nossa língua. Ainda hoje, o caranguejo trespassado por uma espada, faz parte do selo branco do Instituto Português de Oncologia.

Um cancro surge quando algumas células do nosso corpo começam a dividir-se sem travão, invadindo as células saudáveis que se encontram em redor e, por conseguinte, afetando o seu normal funcionamento. Todas as células do nosso corpo podem ser afetadas por este problema.

O cancro não escolhe ricos ou pobres, jovens ou idosos. Todos os anos morrem cerca de 8,2 milhões de pessoas em todo o mundo devido a esta doença, sendo uma das principais causas de morte no mundo. É esperado que o número de novos casos aumente 70% nas próximas duas décadas. Mas 30% dos cancros podem ser evitados apenas com medidas de estilos de vida e vacinação. Este mês em que se assinala o dia mundial da luta contra o cancro – 4 de Fevereiro – enfatiza-se a importância de prevenção.

Existem vários níveis de prevenção. O primeiro é a prevenção primária, que tem como objetivo diminuir a exposição aos fatores que provocam cancro:
-Não fumar; se fumar, deixar de fumar; se não conseguir deixar, não fumar na presença de não-fumadores.
-Evitar a obesidade;
-Atividade física diária de intensidade moderada (caminhar como se estivesse com pressa) durante 30 minutos e 5 dias/semana;
-Aumentar consumo de frutas, verduras e hortaliças variadas (pelo menos 5 porções/dia) e limitar o consumo de alimentos ricos em gordura animal (carnes vermelhas – vaca, vitela, porco, borrego – , enchidos, toucinho, salame, mortadela, presunto, queijo);
-Se bebe álcool, modere o consumo. Vinho ou Cerveja- dois copos/dia se homem e um copo/dia se mulher. Evite as bebidas destiladas ou aguardante pelo excessivo conteúdo em álcool;
-Evite exposição excessiva ao sol, principalmente crianças e adolescentes. Se tem uma pele sensível ao sol deve proteger-se durante toda a vida;
-Medidas restritivas de exposição a substâncias cancerígenas: usando proteção no ambiente laboral ou outros locais com este risco;
-Vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (Meninas entre 10-13 anos);
-Vacinação contra Vírus Hepatite B (Recém-nascidos).
O outro tipo de prevenção é a prevenção secundária, que tem como objetivo o diagnóstico e tratamento precoce com fim de melhorar o prognóstico:
-Rastreio do cancro do colo do útero – citologia cervico-vaginal ou Papanicolaou.
-Rastreio do cancro da mama – mamografia;
-Rastreio do cancro do cólon e reto – pesquisa sangue oculto nas fezes ou colonoscopia;
-Sinais precoces para os quais se deve estar alerta: tumefações, ferida que não cicatriza, sinal que muda de cor ou tamanho, perda de sangue, alteração do hábito intestinal, alteração urinária, perda anormal de peso, tosse ou rouquidão persistente. Se apresentar algum destes sinais deve consultar o seu médico.

Um em cada três dos cancros mais frequentes podem ser prevenidos com estas medidas.

Alexandra Cardoso Azevedo é
Médica Interna Medicina Geral e Familiar, USF Ronfe

Será distribuída esta semana a edição de Julho do jornal Reflexo.
Quarta-feira, Julho 4, 2007

O jornal de Julho dá destaque à atribuição da medalha de Mérito Cultural à Banda Musical de Caldas das Taipas, no passado dia 24 de Junho em Guimarães. Ainda em destaque, a organização do ciclo Cinema em Noites de Verão nos primeiros três sábados do mês de Julho – uma iniciativa do Cineclube de Guimarães, em parceria com a Associação Reflexo, o Movimento Artístico das Taipas e a Câmara Municipal de Guimarães.

O Reflexo de Julho dá ainda especial enfoque às Festas da Vila e de S. Pedro que animaram parte significativa do mês de Junho nas Caldas das Taipas, com relatos, entre outros da 2.ª Corrida das Taipas, do Concurso Gastronómico e do Rock in Taipas, que merece a capa desta edição.

No desporto, uma entrevista com as atletas taipenses que, fazendo parte da equipa de voleibol do Vitória Sport Clube, conseguiram o título de campeãs na divisão A2 da modalidade. Ainda no desporto, dão-se conta dos desenvolvimentos no Clube de Caçadores das Taipas, no sentido de encontrar a solução directiva para os próximos tempos. No hóquei em patins do CART, em entrevista, José Maia enaltece o trabalho desenvolvido pela sua equipa, mas anuncia a sua decisão de não continuar como técnico da equipa taipense.

Será que Caldas das Taipas marca mesmo? Ou Caldas Taipas não é, nem deve ser, uma marca?
Segunda-feira, Março 12, 2007

No assunto que propomos, aproveitamos o mote dado por José Luís Ribeiro, na sua primeira colaboração com o www.reflexodigital.com.

Mas será que Caldas das Taipas marca mesmo? Ou Caldas das Taipas não é, nem deve ser, uma marca?

Não deixe, pois, de forma sucinta, de nos dar a sua opinião sobre este assunto. Clique no botão “Comentar” (fundo desta página) e deixe-nos o seu ponto de vista.

Contribua com o seu comentário na discussão do tema que lhe propomos.

Será só dormitório…
Sábado, Outubro 2, 2004

Venho escrever-vos neste número sobre uma preocupação que tenho vindo a observar e que diz respeito à nossa Vila.

Com a abertura desta última fase da variante todos nós temos observado o decréscimo de movimento que a nossa vila tem tido. Se a maioria verifica e aplaude esta obra, nos quais eu me incluo, há quem se “queixe” de que já nem vê as ambulâncias a passar, enfim não se pode agradar a toda a gente.

Mas como escrevi na parte inicial há que ter em conta algumas coisas. A “desertificação” da Vila é um facto preocupante, se pensarmos que há uma faixa de pequenos comerciantes que empregam umas centenas de pessoas e que se não tiverem clientela pura e simplesmente desaparecem e serão obrigados a fechar portas, pois o movimento assim o justifica, teremos que arranjar formas de fixar e fazer com que a Vila seja atractiva e que tenha utilidade, porque se, a melhoria das vias é boa para se chegar às Taipas, também o é para sair e “voar” para outras bandas.

O que tem sucedido por parte das autoridades é um completo “mar” de passividade. Se tivermos atentos, acerca de ano e pouco foi anunciada por parte do Presidente da Junta uma série de colóquios para debater o futuro das Taipas, na altura se bem se recordam aplaudi esse anúncio que se transformou em desilusão porque a primeira iniciativa esgotou o debate, porque se iniciou pelo fim e assistiu-se na altura a um “comício” por parte do Partido Socialista.

O poder instalado não quer que as Taipas evolua, não quer serviços, repare-se só na questão das Finanças, o Presidente da Junta estava contra; com a Câmara do mesmo Partido já era tempo desta transferir alguns serviços para a Vila, mas não há interesse.

Por isso, só me resta concluir que querem esvaziar a Vila e transformá-la num simples “dormitório” onde seja fácil chegar a Braga e a Guimarães.

Mas não se esqueçam que se estão a transformar nos principais responsáveis de terem acabado com o pequeno comércio na Vila.

Sem mais despeço-me até ao próximo número.
E viva as Taipas!