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Sentimentos diferentes
Sábado, Maio 7, 2005

Caros leitores, venho nesta edição escrever-vos sobre alguns aspectos e factos que gostaria de assinalar.

Queria neste espaço que tenho, homenagear aquele que na minha opinião é a figura predominante que eu conheci, aprendi a respeitar e acima de tudo admirar, desde que me conheço, o Papa João Paulo II.

Foi sem dúvida uma referência para milhões de católicos e não só. A sua grande força e capacidade de liderança, o seu sentimento de bondade fez dele o maior embaixador da Paz em todo o mundo.

Admirado não só pelos católicos, mas também por seguidores de outros credos, João Paulo II marcou de uma forma ímpar o actuar da Igreja, situação pela qual o seu substituto irá ter dificuldades de não ser, de forma insistente comparado com ele.

A nós Portugueses, o Papa João Paulo II era visto quase com um compatriota, dado que a sua relação com Fátima era de uma cumplicidade que nos tocava de modo muito especial.

Por tudo isto e principalmente por tudo aquilo que foi sentido por cada um de nós em particular, com o seu desaparecimento, toda a Humanidade dirá a uma só voz, obrigado Karol Wojtyla, e até sempre.

Outro aspecto que gostaria de realçar é sem dúvida uma crítica, embora repetida, mas que acho pertinente. Aqui há uns meses largos escrevi um artigo a mostrar a minha desilusão acerca dos colóquios que a Junta de Freguesia queria realizar sobre as Taipas nos próximos 25 anos.

O entusiasmo da iniciativa desaguou logo na primeira realização, porque o Sr. Presidente da Junta e Câmara transformaram a iniciativa num comício do P.S. o que descredibilizou a intenção.

Mas como estamos perto ou a caminho das eleições, um dia destes vem outro comício para animar a “malta”. O que é lamentável é que se está a perder a oportunidade de se discutir de uma forma séria aquilo que realmente queremos para a nossa Vila, e impávidos e serenos continuamos a observar e a viver neste estado de comodismo e indiferença e a dizer que a culpa é sempre dos outros, aqueles que não nos dão algo.

Mas não é verdade, porque nós também não lutámos por nada.

Sem mais despeço-me até ao próximo número.
E viva as Taipas!

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