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Sempre Taipas, sempre Guimarães
Quinta-feira, Janeiro 14, 2016

Extasiado pela frase eloquente de André Coelho Lima de que “Taipas é Guimarães”, o actual presidente da Câmara de Guimarães adoptou a mesma frase e, presume-se, a ideia que lhe está subjacente.

A ideia e conceito subjacente a tal máxima, indica que é indiscutível de que as Taipas, do ponto de vista territorial/ administrativo é parte integrante do concelho de Guimarães; que os residentes/ habitantes e comércio das Taipas devem ter as mesmas condições públicas do comércio e residentes/ habitantes da cidade de Guimarães; e que, em consequência, os investimentos do concelho devem privilegiar a coesão territorial.
Este aparente olhar do município contrasta com a visão do município aquando da liderança por António Magalhães.

Finalmente, António Magalhães, agora descomprometido e sem táticas partidárias subjacentes, vem dizer que “não foi feliz nas Taipas”; e acrescenta que se fosse outro presidente de junta “muitos dos problemas das Taipas já estavam resolvidos”.

Estas afirmações vêm provar o que já toda a gente sabia e que encerram, em toda sua dimensão, o seguinte:
a) uma administração municipal sem um plano estratégico integrado para o concelho;
b) uma pessoalização, ainda por cima com cunho partidário, na abordagem dos problemas das localidades e da satisfação das suas necessidades;
c) uma falta de conhecimento e consideração pelas localidades integrantes do concelho e pelos seus habitantes;
d) incompreensão dos anseios das populações e da natureza essencialmente urbana da vila das Taipas;
e) que não fez mais foi porque não quis ou porque não pudesse.

António Magalhães sempre incorreu num erro fundamental que está em linha com o que se disse precedentemente: pensava que as Taipas queria um palácio Vila Flor, um multiusos, um Castelo, um Paços dos Duques.

As Taipas sempre exigiu e exige o reconhecimento da sua natureza urbana e o aproveitamento dos seus recursos naturais – nada mais. E esse reconhecimento passa pela assunção das responsabilidades do município em sede de pavimentações – mais de 10 anos de degradação não reparada; saneamento básico a 100%; passeios intervencionados; limpeza das ruas; rede de receção de lixo urbano moderna; iluminação pública não desligada; requalificação – com ampliação – manutenção e conservação do parque de lazer; despoluição do Rio Ave e afluentes.

E o que mais se releva nas ideias por ele – Ex-Presidente da Câmara – formuladas é uma falta de sentido de serviço público, quando sobreleva as relações pessoais aos problemas reais das populações e da responsabilidade pela sua satisfação.

Por tudo o que fez e principalmente pelo que não fez, as Taipas nada lhe deve, mesmo o seu nome numa simples sala, como alguém, humilhantemente, sugeriu.

Tesoureiro da Junta de Freguesia de Caldelas