Sem desculpas
Terça-feira, Abril 5, 2005

No passado dia 20 de Fevereiro o Partido Socialista conquistou uma vitória histórica, conseguiu a maioria absoluta nas urnas.
Embora pessoalmente, entenda que as eleições não se vencem, mas perdem-se, já que quem estiver no poder e o exercer bem, não perde eleições. O facto concreto é que o Eng. José Sócrates tem todas as condições para governar e os socialistas mostraram aquilo que valem.
Com a maioria no parlamento para fazer passar todas as medidas que entenderem e sem ter que fazer cedências ou negociações, o PS, irá também beneficiar com a “suspensão” do facto da estabilidade da comunidade europeia, por isto e muito mais não haverá desculpas para não governarem bem.

Em relação ao Governo, penso que com toda a sinceridade, começaram bem, apresentaram o governo sem que este fosse discutido na Comunicação Social primeiro e conhecido depois.
Embora alguns nomes sejam “Cromos” repetidos e já “gastos”, a maior parte deles são desconhecidos e depois temos um ministro dos Negócios Estrangeiros que no mínimo é uma surpresa pela sua “reviravolta” e que quando o ouvimos falar até parece que é socialista e homem de esquerda desde pequenino.

A actuação do Primeiro-ministro em relação aos medicamentos, fez passar a imagem de autoridade, que este governo vai lutar contra os grandes “lobbies”, esperemos que seja para continuar na acção e que não se fique pela “tradicional” imagem à socialista.
O falar verdade, também espero que seja para continuar.

Como tinha já escrito à uns meses atrás a politica de finanças irá continuar em relação aos governos do PSD, rigor nas contas publicas. Pelo menos assim o diz o ministro das Finanças que até vai mais longe e afirma que é irreversível o aumento dos impostos. Lá se vai a promessa eleitoral mas pelo menos não entram em loucuras. Também estou curioso em relação aos 150 mil novos empregos, como resolver as Scuts, a diminuição dos funcionários públicos sem despedimentos, enfim uma série de medidas que agora ainda não são tema de debate mas, muito em breve terão que o ser.

Sem mais, até ao próximo numero

E viva as Taipas!