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Sem Tino
Sexta-feira, Abril 28, 2006

A serem verdadeiras as palavras atribuídas pela comunicação social ao presidente da Junta, é caso para dizer que ele não tem emenda. Está em roda livre e vai estatelar-se mais cedo do que eu esperava.

Nem ele nem os seus apóstolos respeitam a divisão de poderes; nem ele nem os seus seguidores mais fieis sabem ocupar o lugar que por vontade dos eleitores é o deles, preferindo invadir as competências que são dos outros.

Falhado o levantamento popular no seu primeiro ensaio – a limpeza das margens do rio – os governantes da Junta disfarçam o insucesso com manifestações de graçolas baratas que desprestigiam quem as conta e desonram o órgão onde foram ditas.

Tudo serve ao governador das Taipas para mostrar a sua conhecida e reconhecida hostilização de Guimarães. Tal postura pode ser muito útil ao seu ego incomensurável, pode ser útil à sua ambição sem limites, mas é profundamente contrária aos interesses da Vila. O PSD das Taipas desenterrou o machado de guerra e ou recua sem honra nem glória ou a sua estratégia do “orgulhosamente sós” resulta em quatro anos de estagnação, ou seja de agravamento da qualidade de vida.

Essa via foi seguida há quatro anos atrás em Creixomil, com os efeitos conhecidos na vida das populações, as quais, quando se aperceberam, correram com a Junta.

A Junta das Taipas é uma pedra na bota do PSD de Guimarães. Ou se livram atempadamente dela, ou a pedra vai magoar.