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Seis meses de governo
Quarta-feira, Junho 8, 2016

Seis meses de governo.

Já se passaram seis meses desde que o Governo do PS, apoiado na Assembleia da República por uma maioria de esquerda, começou a governar.

Na minha perspectiva pessoal está a respeitar as promessas que fez ao eleitorado, e isso, parecendo pouco e a não justificar realce, representa uma mudança relativamente a todos os governos constitucionais que o precederam, useiros e vezeiros em esquecer e até contrariar os respectivos programas apresentados ao eleitorado, dando o dito por não dito. Todos devem estar lembrados da afirmação de um deputado do CDS que afirmou, sem corar, que a mentira é necessária para ganhar as eleições, porque a falar verdade não se ganham.

Na minha qualidade de observador atento que não esconde a verdade mesmo quando ela não serve os meus argumentos, confesso que o balanço de seis meses de governação me deixa a desejar.

Deixa a desejar, por exemplo, no aumento do salário mínimo.

Deixa a desejar, por exemplo, na reposição dos vencimentos da função pública.

Deixa a desejar, por exemplo, no fim da taxa especial aplicada às reformas e pensões.

Deixa a desejar, por exemplo, no tratamento dado ao BANIF.

Deixa a desejar, por exemplo, na demora em revitalizar a contratação colectiva.

São apenas alguns exemplos simples, outros há que, para não complicar a exposição deixo deliberadamente de fora. Como a política de impostos, a maior progressividade no IRS, por exemplo.

Mas sendo pouco, mesmo muito pouco há que reconhecer que nem isso a direita tolera, nem o pouco que foi feito Bruxelas e o Banco Central Europeu querem aceitar, pressionando, ou melhor, chantageando para que nada mude, para que as políticas praticadas pelo governo do PSD/CDS não sejam modificadas pelo governo do PS, como se as ditas fossem sagradas.

Seis meses de governo do PS sabem a muito pouco, mas o bastante para irritar a direita. Estamos no caminho certo, portanto.

Compreendemos, mas discordamos que bens do domínio público estejam ao serviço de particulares e para benefício deles.

Eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Caldelas