Segunda semana da 4ª edição do GUIdance
Quarta-feira, Fevereiro 12, 2014

GUIdance oferece, de quinta-feira a sábado, mais 6 espetáculos, incluindo uma estreia absoluta e outra nacional

É com a estreia absoluta de “Hale”, dos criadores Aleksandra Osowicz, Filipe Pereira, Helena Ramírez, Inês Campos e Matthieu Ehrlacher, que arranca a segunda semana do GUIdance
“Hale” é um encontro entre cinco criadores, 23kg de plástico e 1710W de potência de ventiladores e será apresentado esta quinta-feira, às 19h30, na Plataforma das Artes e da Criatividade.
À noite, às 22h00, já no palco do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), é a vez de Tiago Guedes apresentar “Hoje”, um exercício de reflexão do presente, do que somos e do que nos move, refletindo como nos devemos comportar perante a realidade que hoje é apenas um passado abandonado.

No dia 14 de fevereiro, às 19h30, Teresa Silva e Filipe Pereira mostram “O que fica do que passa”, um espetáculo que evoca o lugar da memória, que se manifesta como projeção das nossas imagens.
Às 22h00, é apresentada mais uma estreia nacional, “Grind”, uma criação de Jefta van Dinther, Minna Tiikkainen e David Kiers. “Grind” é um termo industrial que entra na cultura popular através da música e da dança. Tem origem na contestação, na provocação, na rejeição das normas sociais.

No sábado, “Abstand”, de Luís Marrafa (19h30), e “Paraíso – colecção privada”, de Marlene Monteiro Freitas (22h00), encerram o GUIdance 2014. “Abstand” é um espetáculo que interroga: qual a distância certa entre as pessoas? É nas grandes metrópoles que mais nos sentimos claustrofóbicos. E há metrópoles em cada um de nós. Será fuga? Será defesa?
Cabe a Marlene Monteiro Freitas encerrar a 4ª edição do GUIdance. “Paraíso – colecção privada” é uma performance de grande intensidade musical e plástica, que oscila entre a música de inspiração sacra e a articulação de movimentos mecanizados, a música eletrónica e a poliformia. O palco é um playground onde se praticam artes de feitiçaria, onde se revisita Bosch, Van Eyck, Bacon, e espaço para cinco bailarinos: quatro homens e uma mulher.

Paralelamente aos espetáculos, o GUIdance inclui ainda espaços de debate em torno da temática da dança. A conferência que acontece no último dia do festival (às 17h00, na Plataforma das Artes e da Criatividade) tem como mote “O Corpo e a Arte na Era Digital” e contará com os convidados Paulo Cunha e Silva, José Bragança de Miranda e Tiago Guedes, sendo moderados por Daniel Tércio.