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Segunda parte da Assembleia nada acrescentou
Quinta-feira, Julho 13, 2006

A falta da apresentação de um relatório entregue aos deputados levou à suspensão da Assembleia de Freguesia e à sua continuação no dia 12 de Junho.

Apesar das questões burocráticas terem sido em parte ultrapassadas (não foram cumpridos os cinco dias mediados entre a entrega desse documento e a marcação da assembleia), esta sessão pouco ou nada adiantou ao que já se tinha dito no dia 7 de Junho.
A Junta apresentou um relatório de actividades, onde se destaca a recuperação do coreto, o arranjo no antigo mercado, a aquisição de 10 stands que já foram utilizados durante as Festas da Vila, a limpeza das margens do Ave e a realização das Festas.
As intervenções políticas nada acrescentaram ao que já foi dito na última assembleia. A oposição ataca a Junta por “falta de estratégia para a vila” e que o desenvolvimento da vila não pode assentar “na realização das suas festas”. Por sua vez, o executivo afirma que a sua estratégia será sempre a “defesa dos interesses de Caldas das Taipas”, que em oito meses já desenvolveu e concretizou uma obra que é visível e se não faz mais, deve-se à postura “de não colaboração da Câmara” face a Caldas das Taipas.
De referir que Cândido Capela Dias não teve qualquer tipo de intervenção nesta sessão.
No final, Manuel Ribeiro, presidente da Assembleia de Freguesia, estranhou a falta de participação de algumas intervenções no tempo dedicado ao público e estranhou igualmente a ausência de um eleitor habitual, no caso Joaquim Oliveira.

Frases soltas:

“Estranho que a Junta se exalte quando é questionada.”
Luís Soares, PS

O senhor presidente da Junta não perde o ar de vitimização e já lhe dei os parabéns pelas festas, está gravado”
Ricardo Costa, PS

“O senhor deputado [Luís Soares] é de Ponte e não sei se diz com o coração quando se refere às festas da nossa vila. Não são capazes de dizer se gostaram ou não das festas, só dizem que não é a vossa estratégia.”
Constantino Veiga, presidente de Junta

“A nossa actividade de oito meses não se resume à realização das festas, o trabalho é visível, é a feira que está diferente, temos o coreto, o antigo mercado e os próprios serviços administrativos funcionam melhor.”
Armando Marques, Tesoureiro da Junta

“Os deputados do PS falam muito em desenvolvimento. A Junta tem mandado ofícios a solicitar intervenções da competência da Câmara. A resposta é sempre a mesma: a aguardar melhor momento.”
Armando Abreu, Secretário da Junta

Intervenção do Público
Domingos Marques questionou sobre quem foi o responsável pelo fecho do recinto da Feira da Francesinha numa determinada noite.

José Luís Oliveira felicitou a Junta pela realização das recentes intervenções e pela realização das Festas. Questionou sobre o tipo de acordo estabelecido com os feirantes e sobre um bar a funcionar na Rua Sto. António.
Armando Marques afirmou que a Câmara não fiscalizou a obra quando a Junta o solicitou em tempo oportuno e que agora estão a trabalhar com a GNR e com a Câmara no sentido de resolver eventuais irregularidades.
Quanto aos feirantes, Armando Marques referiu que os acordos estabelecidos estão por escrito, tal como o já tinha dito em anterior Assembleia de Freguesia.
José Luís Oliveira no chamado defesa da honra (Constantino Veiga voltou a referir que José Luís Oliveira não residia nas Taipas), acabaria por dizer o seguinte: “não tive a felicidade de ter um sogro que me oferecesse uma casa nas Taipas”.

Ângelo Freitas salientou que as Taipas teve as Festas que merece. Terminou com questões políticas afirmando que “enquanto dependermos de Guimarães não vamos a lado nenhum. A solução já a sabem qual é, não é preciso dizer”.

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