Segunda oportunidade
Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Este ano, na Liga Portuguesa de Futebol, tal título coube ao FC Porto. Só faz falta “regulamentar” este título, já que a cada ano que passa faz sentido a atribuição deste feito. E porque não entregar a Taça, ou definir um título, ao “Campeão de Inverno”, tendo em conta que o que resta do Campeonato mais parece uma nova época. Os clubes aproveitam a reabertura das inscrições de jogadores para reestruturar os respectivos planteis, redefinir estratégias, reestabelecer metas, reprogramar orçamentos financeiros, alterar a respectiva gestão dos clubes e, até, reproduzir novos objectivos. Mas, afinal de contras, não é isso que se faz numa mudança de época desportiva! Afinal de contas, de que vale toda a programação desportiva e gestão financeira no início de uma temporada desportiva, quando chegamos a Dezembro (quatro meses, apenas, após o início do campeonato) e a maioria dos clubes regressam à estaca zero para montar novas estratégias. Fundamentalmente no futebol profissional, a esmagadora maioria dos clubes “refazem” os seus plantéis, dispensam jogadores e confirmam a contratação de novos reforços. Há clubes, inclusive, que chegam ao ponto de “dispensar” os serviços dos treinadores, optando por encetar novas escolhas, com o intuito de corrigir os erros já cometidos.
O cerne de questão, sobretudo, tem a ver com uma tentativa desesperada de admitir os erros cometidos no passado e tentar a todo o custo recuperar o tempo perdido. Muitos, felizmente, até acabam por acertar nas segundas opções. Outros nem por isso.
Há quem insista em definir um campeonato de futebol – no caso do campeonato principal em Portugal – de uma prova regular, com 34 jornadas para realizar, mas a verdade é que estamos perante uma competição dividida em dois actos. No futebol, como em tudo na vida, até pode existir uma segunda oportunidade. Mas, também, há que apontar o dedo àqueles que apresentam dados positivos, económicos e desportivos, assim como colocar o dedo na ferida e apontar em riste aqueles que falharam copiosamente as metas traçadas e, afinal de contas, goraram as expectativas. Está à vista de todos quem tomou as melhores e as piores opções. Está, também, à vista de todos quem cometeu falhas e erros… resta saber se ainda vão a tempo de corrigir tais opções. No final de contas, ainda bem que há uma segunda oportunidade…