PUB
Rigor e competência
Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

O mês de Março reveste-se de uma importância capital para o futuro do Vitória de Guimarães. Os sócios vão escolher a nova direcção no dia 3 – escrevo esta crónica precisamente a uma semana de ocorrer o acto eleitoral – com três candidatos, ainda, na corrida para a cadeira do poder. Emílio Macedo da Silva (Lista A), André Pereira (Lista B) e Manuel Rodrigues (Lista C).

Há um mês, precisamente, já eram conhecidos os candidatos e neste mesmo espaço fazia alusão a uma discussão privilegiada sobre os projectos e ideias, consistentes, que os candidatos a presidente do Vitória de Guimarães deveriam esgrimir a fim de convencer o universo vitoriano.

As ideias reveladas ao longo destas semanas foram, essencialmente, centradas no passivo (12 milhões de euros). Numa primeira análise, este número até parece assustador! E com a equipa profissional a militar na Liga de Honra, então, gera-se um problema maior que se baseia na capacidade de gerar receitas extra a fim de combater este passivo. Por isso mesmo, o que o Vitória de Guimarães necessita é de alguém com capacidade de gestão e com ideias inovadoras, disposto a investir, e bem, no intuito de vir a colher frutos no futuro.

Veja-se o que se passou com o clube vizinho: S. C. Braga. Há três anos, também, atravessou um momento delicadíssimo em termos directivos. António Salvador e seus pares assumiram o comando do barco, com um passivo acima dos cinco milhões de euros. Encetou fortes apostas no futebol profissional, valorizando os investimentos. Isto é, soube rentabilizar as capacidades dos jogadores contratados a fim de os vender por um preço mais inflacionado.
Quim, Jorge Luíz, Wender, João Alves, João Tomás, Cícero, Luís Loureiro e até o jovem Bruno Gama, que saiu para o FC Porto, e voltou ao clube, foram apostas rentáveis para o clube.

Posto isto, um clube de futebol tem de ser gerido tal como uma empresa, com rigor, mas há que apostar de uma forma incontornável naquele que é o mercado principal: o futebol profissional. E, para tal, há que ter competência.

Seja quem for o novo presidente do Vitória de Guimarães, um bem-haja e que tire as melhores ilações sobre os exemplos de sucesso.

A diferença entre SC Braga e Vitória de Guimarães é que o primeiro é gerido por uma SAD.