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Ribeira da Canhota poderá ter uma bacia de retenção semelhante à do Rio Couros
Quinta-feira, Fevereiro 18, 2016

O assunto foi introduzido pelos vereadores municipais, ao congratularem-se pelo excelente desempenho evidenciado pela bacia de retenção criada no Parque das Hortas, durante o último temporal que se abateu na região.

O assunto surgiu na sequência das intervenções dos vereadores no período de antes da ordem do dia, da reunião de Câmara do dia 18 de fevereiro. Em causa estavam as congratulações pelo excelente desempenho evidenciado, durante o último temporal que se abateu na região, pela bacia de retenção criada no parque das Hortas, em relação à Ribeira de Couros.

Questionado sobre o que se poderia fazer em Caldas das Taipas para se evitar as inundações no parque de lazer e, mais a montante, na zona dos Banhos Velhos e mesmo no Hotel das Termas, o presidente da Câmara confirmou que os projetistas da Universidade do Minho estão a estudar as melhores soluções a implementar no caso concreto da Ribeira da Canhota.

“O estudo que estamos a fazer em todas as linhas de água do concelho e em especial em Caldas das Taipas tem em conta as suas especificidades. Está a ser estudada pelos projetistas da Universidade do Minho a situação da Ribeira da Canhota e, quando nos forem apresentadas as soluções para evitar ou atenuar as cheias, nós analisaremos e avançaremos” – referiu Domingos Bragança.

Neste sentido, poderá ser replicado na vila termal o que se fez em Guimarães, com a criação de uma bacia de retenção no afluente do Selho e que deu uma resposta cabal durante as fortes precipitações registadas nos últimos quinze dias.

Este tema, muito caro a Monteiro de Castro, mereceu atenção por parte deste vereador da coligação Juntos por Guimarães. Apesar de mostrar a sua satisfação pelos resultados evidenciados pela bacia de retenção nas Hortas, defendeu que se deveria reforçar essa capacidade de retenção. Tendo uma capacidade atual de cerca de 15 mil metros cúbicos, Monteiro de Castro defende a sua duplicação e a aplicação de um sistema de comportas.

Sobre o caso das cheias do Rio Ave na zona de Caldas das Taipas, deu conta que a sua preocupação não era de agora. Relembrou que há cerca de três anos esteve no local, a convite da Câmara, e avançou com um estudo prévio para se resolver o problema das inundações no Hotel das Termas e nos Banhos Velhos.

Esse estudo prévio foi entregue na Câmara, mas nunca, como acrescentou, obteve qualquer resposta. Sabe que a Universidade do Minho está a estudar esse problema, mas levantou algumas reservas: “Espero que a solução para as Taipas não enferme dos mesmos problemas apresentados pela UMinho para o parque da cidade”. Alertou ainda para a situação de risco que poderá atravessar a central de captação de águas situada no Ave, em caso de inundação do próprio sistema montado recentemente.

O vereador da CDU, Torcato Ribeiro, defendeu a aplicação da solução implementada na Ribeira da Canhota para outras linhas de água do concelho que revelem idênticos problemas. No caso concreto de Caldas das Taipas, defende a implementação de uma solução que evite “os transtornos e prejuízos para as populações, sendo necessária uma intervenção que resolva ou atenue os problemas causados pelos afluentes do Ave na zona das Taipas”.