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Reunião da Câmara Municipal em Arosa e Castelões
Sábado, Julho 9, 2016

A União das Freguesias de Arosa e Castelões é a mais pequena freguesia de concelho de Guimarães em termos de população, o mesmo se passa em termos de densidade populacional. Os dados demográficos não são animadores.

Em 1950, apresentava um total de 1112 habitantes, passando para 778, em 2011. Olhando para o índice de envelhecimento, verifica-se que para 100 pessoas menores de 15 anos existem 184,6 com mais de 65 anos.. Se procedermos à desagregação dos dois territórios, verifica-se que Arosa, pelo censo de 2011, apresenta menos dois habitantes do que em 1950. Passou de 470 para 468 habitantes, atingindo um pico de 674 pessoas em 2001. Por sua vez, Castelões, em idêntico período, passou de 495 (1950), para 310 habitantes, em 2011 (perdendo 37% da sua população). Desde 1981 (máximo de 457 hab) que tem vindo a perder população.

Apesar deste cenário, Faustino Costa, presidente da Junta de Freguesia, na abertura da décima edição da “Câmara Aberta”, reuniões descentralizadas do executivo de Guimarães, do dia 7 de julho, pretendeu dar uma imagem positiva desta União de Freguesias. Como referiu, os centros cívicos e os cemitérios “estão arrumados”, será preciso “resolver alguns arruamentos” e a Câmara deveria “comprar e recuperar o cartão de visitas que é a Capela da Sra. da Conceição”.

Domingos Bragança avançou com o arranjo paisagístico ao longo do Rio Pequeno, a colocação de mobiliário urbano, a beneficiação de caminhos pedonais e do pavimento no campo de jogos com aplicação de relva sintética, bem como a construção de balneários de apoio em Arosa, e, em Castelões, uma melhoria das acessibilidades às lagoas, ou “charcas” como são chamadas na freguesia e Parque dos 3 Moinhos, bem como uma reabilitação paisagística destes locais, possibilitando a utilização do espaço e dos espelhos de água. «Estas freguesias têm as mesmas acessibilidades e equipamentos que as restantes e agora vamos avançar para uma melhor fruição dos seus recursos naturais. Temos um potencial enorme, uma paisagem verde lindíssima e linhas de água bem tratadas que permitem o seu usufruto no verão. Vamos intervir para reabilitar e tratar da sua proteção ecológica», referiu o presidente da Câmara que também não esqueceu a questão da capela da Sra. da Conceição: “A capela, mesmo à entrada de Castelões, tem um valor muito simbólico e muito afetivo. Está muito degradada e, já há alguns anos, que se tenta arranjar uma solução, mas o proprietário pretende um valor exorbitante, não fazendo sentido o valor pretendido. A Câmara está disponível para dar um apoio para essa aquisição e para a sua reabilitação, mas tudo tem o seu valor.”

Uma última nota: nos finais do século XIX, Arosa e Castelões estiveram sob alçada administrativa do concelho da Póvoa de Lanhoso entre 1895 e 1898. A vontade dos cidadãos, porém, sempre foi voltar à jurisdição vimaranense, apesar da distância à sede do município. As freguesias de Arosa e Castelões, localizadas na parte norte do concelho, mais concretamente no extremo nordeste, estão a cerca de 20 quilómetros do centro da cidade, na zona de fronteira entre o concelho de Guimarães e a Póvoa de Lanhoso, na margem esquerda do rio Ave.