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Ressurreição de clubes…
Quinta-feira, Outubro 30, 2008

Nasceu um novo clube na região! O Clube Vitória Brito. Eis o novo clube de futebol, com estatutos redigidos e aprovados, inscrito na Federação Portuguesa de Futebol e Associação de Futebol de Braga, que vai contar já a partir desta época com uma equipa sénior em competição na AFB. A aplicação do nome “Vitória” — em minha opinião — foi estrategicamente bem escolhido. É o emergir de um novo clube, ou, antes, o “substituto” do Brito Sport Clube. Este último — ainda na época transacta a militar na III Divisão Nacional — foi suspenso pelo Conselho de Disciplina da FPF de toda a actividade por um período de dois anos, depois de uma decisão irreflectida em abandonar a prova, desistindo de disputar a poule final da competição.

Os dirigentes e pessoas de Brito, todavia, escusaram-se a ficar de braços cruzados, sob pena de todo o trabalho desenvolvido na colectividade se ficasse pelos escalões de formação. Afinal de contas, havia que dar continuidade na actividade dos jovens que, com 18/19 anos, já passam para a categoria de séniores.

A história do Brito Sport Clube, todavia, não fica por aqui uma vez que as equipas do futebol de formação continuam a competir. Convém realçar, contudo, que os juniores do Brito Sport Clube não podem jogar pelo Clube Vitória Brito, uma vez que são colectividades (estatutariamente) distintas.

Curioso, no espaço de dois anos, só no concelho de Guimarães, esta “estratégia” incidiu em três clubes. O Juventude de Ronfe deu lugar ao Desportivo de Ronfe. O Grupo Desportivo de Pevidém deu lugar ao Pevidém Spor Clube. No caso dos últimos, tudo por causa de uma gestão “ruinosa” do passado, cuja solução passou mesmo pela criação de novos clubes.

Enfim, foi o passar de uma certidão de óbito ao nome do clube — as pessoas e os sócios são (quase) os mesmos — e “inventar” um registo de nascimento para uma nova instituição. Agora, repare se a moda alastra para além do futebol ou da vida associativa. Isto é, um cidadão comum ousa cometer uma série de “crimes”, mormente no âmbito fiscal, inclusive contrair dívidas em instituições bancárias e quando bater no fundo do poço, trata de assinar a sua certidão de óbito, dando como “morto” o nome que usa, e trata de proceder a uma nova certidão de nascimento (com novo nome), suficiente para retirar um novo bilhete de identidade e começar uma vida de novo. A história vale o que vale. O que passou, passou…