Respeitar as votações
Segunda-feira, Abril 5, 2004

Caros leitores, venho neste número falar-vos sobre um tema que foi despoletado numa freguesia vizinha, Sande S. Lourenço, e que consiste na dissolução da assembleia de freguesia da mesma.
No caso que introduzi anteriormente constata-se que uma determinada lista que concorreu às eleições, P.S.D., venceu as mesmas e o seu cabeça de lista por imperativos legais teve que coabitar com dois elementos na junta de freguesia de cor partidária diferente.
As coisas não correram bem e a ruptura foi um facto.
Apurar agora quem cometeu mais falhas, na minha perspectiva é um erro, porque quem venceu, bem ou mal, seria o responsável pelos destinos dessa junta de freguesia e no final do mandato, o povo iria julgá-lo por esses actos, agora o que na minha perspectiva é errado e mostra um mau perder, foi quem inviabilizou o trabalho da lista vencedora da altura, e indo contra a vontade do povo aproveitando de que não existia maioria absoluta fez cair a junta provocando eleições antecipadas, espero que o povo castigue quem não deixou seguir o destino natural das coisas.
Mas pegando no exemplo relatado e transportando-o para o da nossa Vila podemos tirar algumas ilações.
De facto o cenário é mais ou menos idêntico, só com a diferença da atitude e o sentido de responsabilidade dos membros que compõem a junta de freguesia.
Porque apesar das “desconfianças” iniciais, temos assistido a uma coabitação tripartida em que o respeito na maior parte das vezes acontece.
Desiludindo aqueles que pensaram que quem não venceu iria para lá com uma atitude destrutiva e só para complicar a vida do Presidente da Junta.

Despeço-me sem mais até ao próximo número
E viva às Taipas!