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Regresso ao passado
Segunda-feira, Março 31, 2008

Emílio Macedo da Silva completa um ano de mandato como Presidente da Direcção do Vitória de Guimarães. O trabalho desenvolvido nestes últimos doze meses é notável. Há um ano, precisamente neste espaço, fazia alusão ao facto do clube necessitar de alguém com capacidade para apresentar e concretizar “projectos e ideias consistentes”. “O Vitória de Guimarães necessita é de alguém com capacidade de gestão e com ideias inovadoras, disposto a investir, e bem, no intuito de vir a colher frutos no futuro”, sublinhei nessa mesma altura. Emílio Macedo da Silva acabou por ser o eleito pelos sócios e veio dar razão às ideias partilhadas com os leitores.

Garantindo a continuidade de Manuel Cajuda no comando técnico da equipa, rodeando-se de uma equipa que tem revelado competência — aqui tiro a chapéu a pessoas como Paulo Pereira, Manuel Almeida e Vasco Santos — lá fez renascer este “histórico” do futebol português. E convém lembrar que há um ano o Vitória estava mergulhado numa intensa luta pelo regresso ao escalão maior do futebol português, luta essa que veio a ganhar com as últimas braçadas, antes de pisar solo firme.

A aposta, claramente, foi ganha. Hoje, no presente, o clube vitoriano está de volta à principal montra do futebol nacional. Luta pelos lugares de topo, contando sempre com o apoio incondicional da sua massa associativa. O combate ao passivo tem sido, outra, guerra assumida e com frutos positivos. No final da época, estima-se que a direcção de Emílio Macedo da Silva consiga abater perto de 6 milhões de euros. O património, também, está mais rico com a aquisição de autocarros (um para a equipa profissional e dois para o futebol de formação), o arrelvamento de um novo campo de treinos e, ainda, a criação (prometida) da Sala de Troféus. Junta-se a isso a vontade de explorar os espaços comerciais do Estádio D. Afonso Henriques, que garantirá uma nova dinâmica ao recinto — não só nos dias de jogos, mas durante toda a semana.

O Vitória de Guimarães está a crescer e importa não ficar por aqui. Torna-se, agora, fundamental estruturar o clube na vertente mais profissional nas mais diversas áreas, no intuito de cimentar e expandir ainda mais o nome do clube. Convém não esquecer que, por este andar, muito em breve o clube vimaranense estará igualmente a dar passos além fronteiras, uma vez que se perspectiva o apuramento para as competições europeias. O estreitar de relações a este nível torna-se fulcral, até para extrair a dimensão de clube regional. É imperioso criar portanto, esse tipo de relações e entrar no comboio a tempo a horas.

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