Reflexão
Terça-feira, Abril 18, 2006

O desporto é um mundo de esforço, conquistas e derrotas. Glórias, vitórias, ilusões, sonhos, desilusões, triunfos, desespero, alegrias e tristeza.

Enfim, uma mistura de sentimentos que, certamente, mexe com qualquer ser deste planeta. Quem é que não vibra com o desporto? Seja em que modalidade for, o sentimento está sempre presente. E no futebol, então, nem se fala…

A revolta patente por um remate mal cobrado, um penalty atirado ao lado ou uma falta não assinalada pelo árbitro. A traição do esforço dos atletas, as planificações mal interpretadas pelos treinadores, as gestões desastrosas dos dirigentes… ou pura incompetência. Sentimentos leves, mas sentidos, que abundam neste meio fantástico, onde tudo é efémero e, ao mesmo tempo, eterno. Um jogo de futebol fica-se pelos 90 minutos, mas perdurará para sempre na memória dos mais saudosistas. Em especial os grandes jogos, os belos lances e os espectaculares golos. É assim, na alta roda do futebol, nos jogos com os amigos e nos desafios protagonizados pelos atletas amadores. Criam-se laços de amizade com desconhecidos e, depressa, se fazem novos amigos. Mas, também, há amizades que se desfazem por que nem todos somos iguais e nisto de sentimentos, ainda bem, cada um é como cada qual.

Raramente a razão se sobrepõe ao sentimento.
Sabe bem, por isso, de vez em quando, parar para sentir. E reflectir que no desporto, como na vida, há sempre algo que fala mais alto! Há cerca de dois anos, por exemplo, o país quase parou para reflectir sobre a trágica morte do futebolista Miklos Féher, em plena competição.

O passado mês de Março, infelizmente, voltou a ser marcado por acontecimento trágico, na minha modesta opinião, de dimensão maior perante quatro vidas que foram ceifadas a jovens que tinham em comum o gosto pelo futebol.

Jogavam todos no Inter da Boavista – clube de Braga – e num domingo, tal como outros tantos domingos, tal como outros tantos jovens das suas idades, lá se prepararam a rigor para mais um jogo de futebol. Saíram de casa, quase imagino com toda a pressa para não atrasarem a chegada ao jogo, e nem sequer chegaram ao destino. O mundo do desporto que tantas vezes se une por causas justas e injustas, desta vez, parece que ficou “atónito” e, entendo, não deu a resposta que devia de dar. O sentimento de pesar foi generalizado, mas onde está a solideriedade para com as famílias do Hugo, do João Manuel, do Luís Filipe e do Tiago Miguel?
“O desporto é um mundo de esforço, conquistas e derrotas. Glórias, vitórias, ilusões, sonhos, desilusões, triunfos, desespero, alegrias e… TRISTEZA.