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Questionada a segurança junto às linhas de alta e muito alta tensão.
Quarta-feira, Outubro 17, 2007

Um grupo de deputados da Assembleia da República, eleitos pelo Partido Socialista, constituído por Jorge Seguro Sanches, Renato Sampaio, Afonso Candal, Miguel Laranjeiro, Isabel Jorge e Sónia Fertuzinhos, solicitaram ao Governo, por via de um requerimento entregue na Assembleia da República no passado dia 15 de Outubro, esclarecimentos sobre a segurança junto às linhas de […]

Um grupo de deputados da Assembleia da República, eleitos pelo Partido Socialista, constituído por Jorge Seguro Sanches, Renato Sampaio, Afonso Candal, Miguel Laranjeiro, Isabel Jorge e Sónia Fertuzinhos, solicitaram ao Governo, por via de um requerimento entregue na Assembleia da República no passado dia 15 de Outubro, esclarecimentos sobre a segurança junto às linhas de alta e muito alta tensão.

Os signatários deste requerimento entendem que este é um tema que só valerá a pena discutir seriamente, e sem demagogia, se estiverem devidamente habilitados com estudos credíveis sobre o assunto. Consideram ainda que está criada na sociedade portuguesa alguma preocupação e um sentimento de dúvida relativamente a esta questão.

Assim, requereram ao Governo:
– Que através do Ministério da Saúde, informe da existência ou da realização de estudos conclusivos sobre esta questão, nomeadamente quanto aos efeitos que a proximidade de linhas de alta e muita alta tensão podem ter na saúde humana e no meio ambiente;
– Que através do Ministério da Economia e Inovação, informe sobre qual o nível de exigência nos licenciamentos das linhas de alta e muita alta tensão em Portugal e nos restantes países da União Europeia.

Recorde-se que este é um assunto que tem andado na linha da frente das notícias da nossa região, no caso concreto de Serzedelo, onde a população se tem manifestado preocupada com a existência destas infra-estruturas, relacionando-as com o elevado número de casos de doenças graves que se têm verificado naquela freguesia.

Sobre esta matéria e com base no que tem vindo a ser noticiado na imprensa nacional, com constantes dúvidas e informações contraditórias, parece que os fornecedores de energia em Portugal, continuam a não demonstrar grandes argumentos relativamente à garantia de segurança junto às linhas de alta (entre fases cujo valor eficaz é superior a 45kV e igual ou inferior a 110kV) e muito alta tensão (entre fases cujo valor eficaz é superior a 110Kv).

Este, terá sido também um dos argumentos que levou o grupo de deputados acima referido a entregar este requerimento na Assembleia da República.

Manuel António Silva

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