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Que sejam respeitados
Quinta-feira, Dezembro 11, 2003

Sendo eu uma pessoa ligada às instituições da nossa terra venho neste número prestar um pequeno reconhecimento aqueles que de uma forma desapegada dão o seu contributo às instituições e consequentemente à sociedade, para que esta seja inquestiona-velmente melhor.
Muitas das vezes ouvimos de forma corrente que determinada pessoa foi ou manteve-se numa associação, porque quer protagonismo, porque estar lá é sinal que vai ganhar algo, tem receio de sair porque fez asneiras, tirou proveito da associação, está agarrada ao poder.
Para quem nunca esteve numa associação é quase indiferente ouvir este tipo de críticas, não tem conhecimento de causa, deixa passar e não liga, pelo contrário vai assimilando esta teoria que dita muitas vezes até parece verdade.
Mas, meus caros leitores além de ser totalmente errado pensar e dizer tais coisas, é uma injustiça que ninguém venha à praça pública defender esses dirigentes associativos.
Já agora quando me refiro a dirigentes associativos, não estou a mencionar só os ligados ao futebol, porque existem inúmeras outras instituições dirigidas por homens com qualidade humana e capacidade de intervenção incríveis (ex: associações de pais; bombeiros; estudantes; catequese; etc…).
Mas o que me preocupa, e tenho que partilhar com vocês , é que cada vez mais vejo aqueles “pseudos” bons falantes, os profetas da crítica que nunca, ou pouco fizeram de válido, os que estão ligados só aquilo que não traz despesa, e como têm tempo em aperfeiçoar as suas “intervenções públicas” quase que convencem. É que, quando são convidadas para algo, nunca têm tempo, estão ocupadas com a sua vida, se fosse para o ano…, mas para falar estão sempre prontos e quase ou sempre pela negativa.
Também, com tudo isto quero ressalvar que as instituições com responsabilidade, principalmente as políticas, não têm tido a política de proteger e incentivar a actividade dos dirigentes que, com a credibilidade dos anos, mostraram que são capazes de levar os projectos até ao fim, e com aquelas “promessas eleitorais” para os prender na altura, mantendo-os no lugar alguns anos, vão levando a água ao moinho, mas que provoca um desgaste que se torna irreversível. Porque isto tem que ser dito, se houver mais gente a querer protagonismo, como os actuais dirigentes da nossa “praça”, venham porque só assim é que as instituições sobrevivem, mas atenção às “promessas”, têm que ser por escrito!

Sem mais despeço-me, até ao próximo número.

E viva as Taipas!

Armando Marques