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Quem coopera, sempre alcança!
Terça-feira, Março 12, 2013

Já começa a ser um lugar comum dizer que atravessamos, em Portugal, tempos muito difíceis. Ouvimos, quase todos os dias, , referir números alarmantes, para os quais parece não temos vindo a conseguir remédios que travem a maleita e, pelo contrario, temos ensaiado a mezinha que, infelizmente, consegue o efeito contrario. Trata-se da conhecida situação do doente que, não morrendo da doença, acaba por sucumbir aos efeitos do tratamento.

Enquanto este cenário se foi situando ao nível dos dados estatísticos e não nos atingiu diretamente ou nas proximidades, corremos o risco da indiferença. Agora que o dramatismo da situação se generaliza, que o desemprego alastra a galope e que passamos a ler diretamente nos olhos das pessoas o seu desespero, tomamos consciência, por um lado, das limitações que o modelo de organização socioeconómica em que temos vivido apresenta e, por outro lado, ficamos quase sem dúvidas acerca da necessidade de ensaiar um novo paradigma de organização comunitária.

O tipo de espírito comunitário que temos, progressivamente, vindo a construir, na zona da Comissão Social Castreja, com a criação da Cooperativa Social e Cultural Castreja, da Loja Solidária e de um espaço intergeracional, dinâmica que arriscaria caraterizar como premonitória do que se avizinha, constituirá, por certo, a matriz sobre a qual será possível construir relações de vida gregária, assentes fundamentalmente na cooperação, na solidariedade, na partilha, na rentabilização de recursos e potencialidades de cada um, no voluntariado, na relação intergeracional e na troca direta (porque não?).

Este é, no entanto, um caminho que, por não ser possível decretar no Orçamento de Estado, seguirá o seu curso silenciosamente, assistindo, incrédulo, ao espetáculo orçamental, para se transformar, por fim, na expressão mais nobre do poder do povo, a face oposta das práticas do poder sobre o povo.

Então, o título fará sentido: Quem coopera, sempre alcança !!

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