Quem cala consente…
Domingo, Maio 11, 2003

Na discussão pública do PDM, das linhas gerais apresentadas, algumas pessoas ficaram a saber (outras já sabiam), que Caldelas tem uma recolha de lixo com uma cobertura territorial de 100%, que a rede pública de água abrange 99% e que a rede de saneamento ronda aproximadamente os 75%.
É evidente que o óptimo seria que todas estas infra-estruturas estivessem a 100%. Mas, pelos números apresentados, para lá caminhamos. E repetindo as palavras do Presidente da Junta de Freguesia, aquando da discussão pública do PDM: “…estamos a encerrar um ciclo essencial, mas muito incómodo, que é a implantação/remodelação das infra-estruturas. E digo estamos a encerrar pois ainda falta a mudança da Feira e a 4ª fase da Variante o que ficará, em princípio, pronto este ano…”. “…a seguir inicia-se um outro ciclo referente aos equipamentos que ainda faltam na nossa Vila….”
Pela parte que nos toca, agradecemos tudo o que foi feito e o que ainda falta fazer. No entanto, gostaríamos de lembrar às entidades/empresas responsáveis que um dos princípios da boa educação é o de “deixar sempre o lugar mais limpinho e asseado do que como o encontramos”, ou seja, seria bom para todos nós que os malditos buracos e os remendos no piso, que se transformam rapidamente em piso abatido, desaparecessem de uma vez por todas das ruas da nossa Vila. Mas de todas e não só das que dão mais nas vistas.

Pê éSses finais:
Uma palavra de “Bem-vindos” a todos os emigrantes que vieram passar a Páscoa com os seus familiares e uma outra de “Boa-viagem” para o seu regresso a casa.
O policiamento nas áreas mais polémicas da Vila quase que arrancava. Continuamos é a pedir desculpa a esses VIP’S (já que continuam a usar e abusar das estradas como se fossem garagens particulares) pelo incómodo causado, pois ao querermos andar em segurança nos passeios, passadeiras e estradas, estamos a colocar os seus carros invisíveis (atendendo a que as forças de segurança continuam a não os ver) em perigo de serem atropelados e atirados para uma cadeira de rodas por invalidez.
A discussão/apresentação pública do PDM pode não ter sido aquilo que muitos de nós Taipenses estávamos à espera. Agora tenho a certeza absoluta do que é que não foi: um comício político, por duas razões: a primeira é que ninguém estava à porta a pedir o cartão de militante com as quotas em dia; a segunda tem a ver com o facto de como quem lá estava se manteve até ao fim, demonstrou que não foram nem estiveram a assistir a um comício do Partido Socialista senão teriam saído.
E como quem deveria ou poderia ter aproveitado o tema em discussão para continuar (ou iniciar) a defender “as freguesias” e não o fez, como bom português que sou, concluo facilmente que “quem cala consente” e que “contra factos não há argumentos”.
Uma palavra de solidariedade para com o nosso ex-Governador Civil e respectivo staff, pois se a pessoa que exerce um cargo de confiança política do Ministro e Governo merece respeito, o Cargo de Governador Civil, merece muito mais.
Continuando com as minhas dúvidas, neste momento pergunto a quem de direito: “estamos preparados para fazer face a um eventual surto de “adenovirus” e “pneumonia atípica?”…
Até Junho