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Qualificação e promoção da excelência entre as soluções para ultrapassar a actual situação económica
Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Desenvolver práticas de excelência, promover melhores qualificações e inserir a Região Norte num ambiente mais global foram algumas das soluções apontadas esta semana, no Conselho Aberto da Caixa Geral de Depósitos, para ultrapassar a actual situação económica.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) promoveu, no passado dia 21 de Setembro, em Moreira de Cónegos, mais um Conselho Aberto. Esta iniciativa trouxe o Conselho de Administração do banco à região de Guimarães, juntando, num jantar, mais de 400 convidados, entre clientes, forças locais e empresários, muitos deles das Caldas das Taipas.

Antes do jantar foi feita uma apresentação que, entre outros objectivos, procurou alertar para os perigos dos “diagnósticos mistificadores” e apontar alguns caminhos para uma Região cujo diagnóstico actual não anda longe do “dramático”.

De uma forma provocadora, Alberto Castro, director do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica – e coordenador do estudo que serviu de base à apresentação da CGD – considera que não vale a pena culpabilizar o Estado, a concorrência externa, a globalização (e a China, em particular) pelo estado actual da economia e das empresas da Região. São motivos a considerar, é certo, mas o baixo nível de escolaridade, a falta de capacidade de gestão, a atitude passiva e pessimista e a visão de curto-prazo são factores ainda mais importantes.

Por outro lado, acrescentou que também a Inovação não pode ser considerada a solução milagrosa. Não chega. O desenvolvimento de práticas de excelência, a promoção de melhores qualificações e a inserção da Região num ambiente mais global, a par de incentivos que premeiem a competitividade são, por isso, essenciais.

Este Conselho Aberto foi o 7º realizado pela CGD, que já passou por Braga e Viana do Castelo, Évora e Beja, Leiria e Caldas da Rainha, região do Algarve, Santarém e Castelo Branco.

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Outros destaques:

– O Norte representa 40% das exportações portuguesas, tem o PIB per capita mais baixo do país e apresenta problemas de competitividade;
– O nível médio de escolaridade da Região Norte está abaixo da média nacional que, por sua vez, está muito abaixo da média europeia…
– Não se pode, no entanto, correr o risco da generalização: O Norte não constitui um todo homogéneo;
– A dimensão média das empresas é reduzida… mas podem cooperar;
– Não se pode pôr a Inovação contra a Tradição. A Inovação não pode ser considerada inimiga da estrutura produtiva da Região;
– Há já um Norte de esperança, com: empresas agressivas a nível internacional; sectores ligados às novas tecnologias; novos empresários; cidadãos mais cosmopolitas e com experiência internacional; vinhos reconhecidos a nível internacional (que dão um impulso à agricultura); um Turismo de qualidade.

PV

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