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Primeira fase da Ecovia é para começar em 2016 e terminar em 2017
Domingo, Abril 19, 2015

Domingos Bragança definiu a estratégia para a construção da ecovia vimaranense. Durante este ano concluir o projeto e apresentar uma candidatura a fundos comunitários. Arranque da obra em 2016, com a ligação da pista de cicloturismo de Mesão Frio à veiga de Creixomil e, numa segunda fase, prolongar a ecovia às vilas de Pevidém, Taipas e Ronfe, a terminar em 2020.

O presidente da Câmara Municipal quer tornar o concelho de Guimarães, com a implementação da “Ecovia de Guimarães e Plano de ação de promoção da bicicleta”, apresentado a 18 de abril no Laboratório da Paisagem, em Creixomil, uma referência a nível nacional no uso deste meio de mobilidade.

A “Ecovia de Guimarães” é um projeto emblemático e estruturante do concelho de Guimarães, como defendeu Domingos Bragança. Sendo importante o título de Capital Verde Europeia, como acrescentou o presidente da Câmara, “também o é o caminho a percorrer”, por isso, com este plano, pretende-se concretizar o “sonho” de um concelho livre da poluição dos rios e “consolidar o estatuto de Guimarães como uma cidade de excelência e de referência”, concluiu Domingos Bragança.

Coube ao arquiteto Filipe Fontes a apresentação dos pressupostos e objetivos da proposta da rede geral de percursos, do traçado dos troços pedocicláveis e dos seus perfis tipo. A via será construída com materiais inovadores e com respeito pelo ambiente, onde a segurança e conforto estarão sempre presentes, estando previstos apoios mecânicos nas áreas de maior pendor. Apelidou como “embrião” a primeira fase da Ecovia de Guimarães, que ligará a pista de cicloturismo já existente de Mesão Frio até à veiga de Creixomil. Na cidade serão criados diversos canais até às áreas mais nobres do centro histórico e à Universidade do Minho.

O vice-presidente da Câmara, Amadeu Portilha, defendeu que este plano de ação contribuirá fortemente para a promoção da bicicleta em Guimarães, como veículo de transporte, lazer e trabalho, potenciando um ambiente urbano mais qualificado. Para isto acontecer, reconheceu que há muito trabalho pela frente, sendo fundamental um trabalho na “área da sensibilização, na educação e na formação”. Apresentou algumas propostas que serão implementadas juntamente com a construção da ecovia: caso de um aumento de parques para bicicletas; criação de zonas de velocidade reduzidas para automóveis junto a zonas sensíveis; incentivos fiscais para a compra de bicicletas; obrigatoriedade de percursos cicláveis para os novos grandes projetos urbanísticos a construir no concelho e os TUG passarem a ter suportes para o transporte de bicicletas, entre outros.
Defendeu ainda que a ciclovia permitirá uma maior coesão territorial e que esta contribuirá para uma maior aproximação das vilas do concelho. Apelou à participação da população em geral, às associações e aos diversos agentes vimaranenses para darem o contributo para este “Plano de ação” que deverá estar concluído no final deste anos.