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Presidente da Taipas Turitermas contraria os argumentos do PSD-CDS e do BE
Quinta-feira, Outubro 6, 2016

Na assembleia, Ricardo Costa está impedido de intervir por acumular papéis. No final, confrontamos o vereador com os argumentos dos deputados. Também Manuel Ribeiro justificou acção da Junta de Freguesia nas assembleias da Taipas Turitermas.

O aumento de 1,6 milhões de euros no capital da cooperativa Taipas Turitermas foi aprovado na última sessão da Assembleia Municipal de Guimarães. A proposta lavada ao executivo municipal sustentava-se na reclassificação do projecto de requalificação dos Banhos Novos, que significou um corte no financiamento do PROVERE esperado para aquela intervenção.

Entretanto, a Câmara Municipal de Guimarães justificou a proposta com a necessidade de garantir a conclusão da obra de requalificação do polidesportivo e do parque de campismo das Taipas (a notícia da reunião da Câmara Municipal pode ser lida aqui).

O aumento de capital, no montante de 1,6 milhões de euros, subiu assim à Assembleia Municipal, na sua quarta sessão, de 3 de Outubro. A discussão esteve acesa no parlamento municipal, com a troca de argumentos entre o PS de um lado e PSD-CDS do outro (ler aqui o relato da assembleia).

Terminada a sessão, quando questionado sobre os argumentos dirimidos na Assembleia Municipal, o presidente da Direcção da Taipas Turitermas, Ricardo Costa, lamentou que haja responsáveis políticos que utilizem a Taipas Turitermas como arma de arremesso e garantiu: “a Direcção não se desviará dos seus objectivos”.

No entender de Ricardo Costa, “quem mais precisa encontra na clínica da Taipas Turitermas uma resposta para as suas necessidades a um baixo custo”, lembrando que os serviços de fisioterapia da Taipas Turitermas funcionam há 20 anos e contam com uma convenção com o Serviço Nacional de Saúde.

O director da cooperativa defende assim o serviço público prestado duvidando que, se fosse um privado, haveria a mesma consideração pelas dificuldades das famílias. Defende ainda que a gestão privada é tão legítima quanto a gestão pública.

Quanto aos resultados dos últimos anos, Ricardo Costa justifica que reflectem o facto de as termas terem estado encerradas, devido às obras, mas garante que o crescimento actual se situa já nos 61% no volume de negócios.

Relativamente à polémica dos quadros da empresa, Ricardo Costa assegura que “a filiação partidária não é critério nem de admissão, nem de exclusão”.

No que se refere ao regime de utilização do polidesportivo em construção, Ricardo Costa assegura que será “um equipamento para ser usufruído por todos” e que “estará aberto e ao serviço da comunidade”.

Durante a discussão, Manuel Ribeiro foi confrontado com o facto de a Junta de Freguesia de Caldelas, órgão do qual faz parte na qualidade de tesoureiro e que tem assento nas assembleias da Taipas Turitermas nunca ter votado contra as contas apresentadas.

O deputado lembra que a Junta de Freguesia de Caldelas se absteve na votação das contas dos dois últimos exercicios e que colocou reservas às contas, no respeitante às amortizações em curso, que foram eliminadas no relatório de contas em relação aos anteriores. Refere ainda que a Assembleia Municipal é o local onde a junta deverá questionar a forma de utilização das verbas públicas.

Em comunicado entretanto publicado, a Taipas Turitermas congratulou-se pela aprovação do aumento de capital e pelo apoio da Câmara Municipal à requalificação do polidesportivo e parque de campismo.