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P’ra melhor está bem está bem, p’ra pior já basta assim
Sexta-feira, Abril 11, 2003

No último artigo, como ainda se devem lembrar, escrevi sobre a circulação automóvel, tendo mesmo a ousadia de sugerir algumas soluções, nomeadamente quanto à atitude a ter perante as horas de ponta e à falta de áreas para estacionamento. É pena que tenham sido mesmo sugestões pessoais, pois o desrespeito pelas regras de trânsito (estacionamento nas passadeiras para peões, nos passeios e nas faixas de rodagem) e, principalmente, pelos outros cidadãos cumpridores, continua descaradamente e a olhos vistos.
Neste artigo e nos seguintes, continuarei a falar sobre outros problemas urbanos que temos, que embora nos pareçam menos importantes, não o são. Falo das infra-estruturas, dos equipamentos, dos espaços verdes, da habitação, dos problemas sociais e da poluição.
Como “os últimos são sempre os primeiros”, vamos começar pela poluição.
Em relação à poluição atmosférica, se todos os sectores conseguissem reduzir e racionalizar a utilização de combustíveis poluentes e passassem a aproveitar ao máximo os recursos renováveis e não-poluentes, diminuíamos a emissão de gases poluentes para a atmosfera, aumentando a nossa qualidade de vida. A solução para a poluição sonora passa por (obrigar) cumprir a lei do ruído, à excepção, e por falta de solução alternativa, dos nossos soldados da paz que necessitam que a sirene cumpra o seu papel de aviso a qualquer hora do dia e/ou da noite.
Quanto ao problema do lixo urbano este resolve-se, também e principalmente, com bom senso. E como bom senso é coisa que todos temos, trata-se apenas de o utilizar e fazer uma separação selectiva dos lixos, colocando-os nos ecopontos distribuídos pela Vila. O que nunca devem fazer é colocar na rua o lixo mal acondicionado (já que, ao que parece, são as grandes superfícies que patrocinam os sacos que alguns utilizam para o lixo), antes de determinada hora e, principalmente, em dias em que todos sabemos que não existe recolha, tal como Domingos e Feriados. É que as ruas e os passeios públicos “embelezados” de lixo, passam a ser um problema de saúde pública, logo passível de aplicação de coimas. Outra solução, senão mesmo obrigação, passa pela classe política que tem o dever de investir mais neste sector do Ambiente. Justiça seja feita à Amave que é um exemplo para outros Municípios.
Outro problema é a “decoração” dos passeios com as necessidades deixadas pelos cães. Mesmo partindo do ditado popular que diz que “pisar “caca” dá dinheiro”, pela parte que me toca, prefiro ter o que tenho e não ter que andar constantemente a olhar para o chão para não aumentar a riqueza. Soluções: a primeira é não ter cão; a segunda é, para as pessoas que o(s) têm, que seja(m) amigo(s) dos outros e recolha(m) as fezes do(s) seu(s) canídeo(s) e não as deixem como adorno nos passeios.
É evidente que nada do atrás exposto se resolve apenas com leis e decretos, já que tudo passa pela aplicação do BOM SENSO que referi algures neste artigo.

Pê éSses finais:
Depois da posição tomada pelo nosso governo quanto à Guerra no Iraque, e de termos sido alegadamente colocados numa lista negra de atentados terroristas pela realização da “Cimeira dos Açores”, o que me parece mais urgente perguntar ao nosso Primeiro-ministro é se realmente estamos preparados para fazer face a um eventual ataque, seja ele Nuclear, Biológico, Químico (a tal sigla NBQ) ou mesmo a “fulminantes” e, se estamos, o que é que a população deve fazer, já que as informações e/ou instruções existentes, mesmo que insuficientes, ainda não nos chegaram à mão, através das entidades responsáveis, nomeadamente Autarquias e Serviço Nacional de Protecção Civil.

Antes do Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Secundária de Caldas das Taipas, o Estado pretende colocar Pavilhões pré-fabricados para tentar, mais uma vez, solucionar as contingências da rede escolar e não fazer aquilo que é necessário fazer: uma política sustentada para a educação.
Até Maio