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Portugal no Europeu
Quinta-feira, Junho 30, 2016

Este texto dedico-o ao futebol e à nossa seleção.

Por estes dias, o entusiasmo em torno da seleção nacional vai ocupando jornais e espaços televisivos, pelo que ocupará também estas linhas. Esta seleção que ainda não venceu nenhum jogo está já nas meias-finais do Campeonato da Europa.

Portugal está pela quinta vez na história numas meias-finais de um Europeu. Esteve em 1984 (precisamente em Marselha onde hoje a sorte nos tocou), num jogo em que fomos derrotados (2-3) pela anfitriã França, naquele jogo de má memória em que estivemos a vencer 2-1 no prolongamento, no qual o nosso carrasco foi Michel Platini e em que Jordão, e sobretudo Chalana, se exibiram ao mundo do futebol.

Depois em 2000. Fomos novamente derrotados pela França (1-2), desta vez sob o comando de Zinedine Zidane. Marcamos primeiro (Nuno Gomes) mas a seleção de Figo foi também eliminada nas meias-finais. No Europeu seguinte, 2004, em Portugal, vencemos a Holanda nas meias-finais. Tendo sido derrotados pela Grécia na final, em Lisboa, num dia tristemente memorável para todos nós. E ainda no último Europeu, em 2012. Fomos derrotados pela Alemanha (0-1) com golo de Mario Gomez.

O futebol não passa de um desporto, mas a verdade é que merece reflexão a circunstância de se perceber que pouco, ou mesmo nada, como o futebol, consegue envolver, mobilizar e unir desta forma uma terra ou um País.

Penso que mais do que opinião que tenhamos sobre a força deste desporto – se é ou não exagerada – é importante refletirmos sobre esta circunstância que acima referi, a circunstância de ser quase o único fator agregador de uma Nação. Se isso não é propriamente positivo, não deixa de ter que ser constatado como um facto e poder ser visto como uma oportunidade.

As nações, os países, hoje combatem desportivamente. A Alemanha e a Espanha têm três troféus, a França dois, seguidos de um conjunto alargado de países que venceram por uma vez o campeonato da europa da futebol: Rússia; Itália; Checoslováquia; Holanda; Dinamarca; Grécia.

É legítimo Portugal ambicionar a querer igualmente figurar nesta galeria de notáveis. É legítimo que os Portugueses ambicionem a que as prestações de topo da sua seleção não se limitem a presenças sucessivas em finais ou meias-finais sem as conseguirmos vencer. É natural que exista essa expectativa, e que ela ocupe os nossos pensamentos por estes dias. Apesar de se tratar apenas de um desporto.

Eu confio na racionalidade pragmática de Fernando Santos. Portugal não joga bonito, mas vai passando. Jogamos menos com a nossa criatividade e mais de uma forma que nos habituamos a ver jogar países do centro da Europa. Mas isso tem resultado. Resta esperar que resulte até à vitória.

Já merecemos!

Festejemos agora o São Pedro, que as Taipas festejam de forma exemplar e com muita tradição no nosso concelho, aguardando que este final de mês de Junho possa ser desportivamente histórico para Portugal.

Um bom São Pedro para todos!

Vereador do PSD na Câmara Municipal de Guimarães