“Por muito que escondam as lutas, elas existem e estão a crescer”
Quarta-feira, Julho 21, 2010

O passado fim-de-semana foi de festa para os simpatizantes do Partido Comunista Português e para todos aqueles que se quiseram associar à 5ª edição da Festa da Fraternidade realizada no antigo mercado das Taipas.

A iniciativa, promovida pela Comissão de Freguesia de Caldas das Taipas do PCP em articulação com a actividade da Organização Concelhia de Guimarães do PCP, proporcionou aos presentes, vários momentos musicais protagonizados pelos “GuiGui da Baia” e pelos “ProjectoAparte”, num ambiente de franco convívio e amizade.

A vertente política também teve lugar na iniciativa. Foi Rogério Silva quem fez as honras da casa e, em nome da Comissão de Freguesia das Caldas das Taipas, agradeceu a todos os que estiveram envolvidos naquela organização e deixou o mote para o Comício que se seguiu “A Festa é da Fraternidade, mas também é de luta, de debate e proposta, esta é a festa dos que resistem e não desistem”.

Cândido Capela Dias afirmava a seguir que “sem romper com o sistema, sem uma ruptura política, podemos estar certos que a economia não cresce o suficiente para criar emprego e evitar o recurso aos empréstimos, empréstimos sempre mais difíceis e mais caros, deixando o país à mercê dos especuladores, comprometendo a independência nacional”. Finalizou o seu discurso constatando que “por muito que escondam as lutas, elas existem e estão a crescer. Em breve voltaremos às ruas. E seremos mais, cada vez mais, porque o caudal do descontentamento está a engrossar. E voltaremos tantas vezes quantas as necessárias para mostrar que Portugal não se resume aos ricardos salgados e aos mexias, nem às EDP’ss, GALP’s e PT’s”.

Orientado pela mesma tónica de Capela Dias, foi a intervenção de Raquel Castro que, em nome da Direcção Regional do PCP, desafiou os presentes a não baixar os braços e a começar, a partir dali, a construir a Festa do Avante.