PUB
Petição que defende melhoria dos serviços do hospital de Guimarães discutida no Parlamento
Quinta-feira, Julho 21, 2016

Petição sobre a melhoria de condições dos serviços no hospital de Guimarães esteve em discussão em Reunião Plenária, juntamente com os Projetos de Resolução do BE, CDS, PEV e PCP.

Decorreu na tarde de quarta-feira, 20 de Julho, durante a Reunião Plenária da Assembleia da República, a discussão conjunta dos projectos de resolução apresentados pelo Bloco de Esquerda, CDS, PEV e PCP, sobre a melhoria das condições de prestação dos cuidados de saúde no Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães.

Estes projectos de resolução surgem após a entrega na Assembleia da República de uma petição, a 27 de Novembro de 2015, que juntava cerca de 4600 assinaturas e que, posteriormente, baixou à Comissão de Saúde. Os representantes da Comissão de Utentes do Hospital foram ouvidos numa audição, já em Fevereiro deste ano.

Durante o debate na reunião plenária, Emídio Guerreiro, do PSD, disse estranhar a discussão sobre o hospital de Guimarães, em particular os “efeitos perniciosos” que a Portaria 82 de 2014 terá tido para esta unidade hospitalar. Guerreiro enumerou alguns indicadores, referentes ao período 2011-2015 (coincidente com o governo PSD-CDS), como a contratação de médicos e enfermeiros e a eliminação da dívida para com fornecedores. Referiu-se ainda à recapitalização de 23,3 milhões de euros, que permitiu a conclusão do processo de abertura do concurso para as obras nas urgências do hospital, que anda não começaram.

Falando em nome do Grupo Parlamentar do PSD, Emídio Guerreiro referiu-se à preocupação com que se enfrenta o futuro, tendo em conta redução do orçamento do hospital para 2016, relativamente a 2015. O deputado acusou ainda o governo social-comunista de ter lançado novas obrigações financeiras, como a devolução dos salários ou a redução do horário de trabalho para as 35 horas. O deputado vimaranense desafiou o actual governo a “passar das palavras aos actos” e a dotar o hospital de Guimarães pelo menos com os mesmos meios que teve em 2015.

O deputado Luís Soares, por sua vez, lamentou o facto de o hospital de Guimarães ter sido motivo de abertura de telejornais, em virtude das más condições a que chegou o seu serviço de urgência, provocados pelo “legado que nos deixa o governo PSD-CDS”. Luís Soares referiu-se igualmente à Portaria 82, que “desclassificou o hospital e perigava de valências fundamentais”.

O vimaranense, que foi relator do relatório final sobre a petição na Comissão de Saúde, disse ainda, em resposta à intervenção de Emídio Guerreiro, que não havia nada de estranho no debate sobre o hospital de Guimarães, citando o Conselho de Administração do Hospital Senhora da Oliveira, que referia não haver razões para a discussão da petição – “é verdade, muitas das reivindicações estão hoje resolvidas por um governo do PS, que refez, em dez meses, o que PSD e CDS destruiu em quatro anos”.

O deputado concluiu referindo que, existindo uma razão para a discussão da petição, essa razão será a marcação de uma diferença relativamente ao quatro anos anteriores à chegada do governo de António Costa.

Também o CDS interveio na reunião plenária para defender uma intervenção urgente nas urgências. Vânia Dias da Silva, lembrou o desgaste das instalações face à pressão da população que serve este equipamento. A deputada do CDS-PP referiu mesmo que era frequente quando nas urgências do Hospital Senhora da Oliveira, “ver pessoas nos corredores à espera de serem atendidas”.

Ao concluir a sua intervenção, Vânia Dias da Silva lembrou que o seu partido tem defendido por diversas vezes a necessidade premente de uma intervenção no hospital e, no imediato, nas instalações de urgência do hospital e remodelando alguns equipamentos – “não obstante o anterior governo ter criado as condições necessárias à efectivação das obras reclamadas, a verdade é que quase um ano volvido ainda nada aconteceu”.

Todos os projectos de resolução foram aprovados.