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Pensar positivamente
Segunda-feira, Novembro 10, 2014

Às vezes, dizem que sou pessimista, que pinto um quadro negro de tudo… É falso. Confundem pessimismo com realismo. Já passei a fase dos contos da carochinha ou já devia ter passado, porque depois, contradizendo as premissas, estou sempre pronta a acreditar nas pessoas, acho que elas vão mudar (para melhor, claro!) e que me vão surpreender positivamente.

Atualmente, ver o lado positivo das coisas é estar vivo, respirar e ter o necessário para viver decentemente, o que muitos já não conseguem fazer. Todos os dias acordamos com novos anúncios de uma dívida que se vai multiplicando exponencialmente apenas porque respiramos e da qual não somos culpados, pelo menos conscientemente. Dizem que todos contribuímos para o buraco, mas, na realidade, sofro os cortes no meu ordenado e aperto o cinto o mais que posso e vejo a classe política a continuar com as suas mordomias, a esbanjar o que não é seu (é de todos nós!) e, com um sorriso falso, ainda vão adiantando que não chega, que é preciso prepararmo-nos para mais sacrifícios sob pena de perdermos a nossa identidade (a europeia??) e de sermos conquistados por alguém que não só nos põe os olhos em bico como já os tem dessa forma.

Há coisas que não são para compreender: o agrupamento de escolas que nada têm em comum, os cortes dos professores, o aumento das horas letivas no horário dos professores, o aumento dos alunos nas turmas, o corte dos professores da educação especial, os cortes nos ordenados… Com tanto corte, é de pensar que alguém, no governo, ande a tirar o curso de corte e costura. Será? Talvez para arrecadar mais alguns tostões, já que ganham tão mal!!

Com tudo isto, não há positividade que aguente. Dizem que os portugueses são nostálgicos por temperamento, todos imbuídos duma saudade que nos caracteriza: saudade de melhores tempos, saudade dos amigos, saudade dos que já partiram, saudade dos tempos da infância, saudade dos tempos da adolescência, saudade do era uma vez, saudade do que conquistamos com cravos e que foi esbanjado e perdido por quem deveria ter conhecimento, consciência, responsabilidade e dar o exemplo.

Já não há “Era uma vez” que nos salve. A realidade tornou-se pouco propícia à esperança e, por isso, tenho saudade daquele utensílio de tortura, a cinco olhinhos, para poder dar umas boas palmatoadas a quem anda a DESCARRILAR lá pelas cúpulas do poder há já tanto tempo. Talvez nunca as tenham apanhado e andem a precisar delas como de pão para a boca. Talvez assim não tivessem gasto uma fortuna numa nova frota de carros, quando os professores nem direito têm a ajudas de custos para circularem entre as escolas do agrupamento onde lecionam, por exemplo.

E como não me quero repetir, teimemos na positividade e pensemos que “Não há mal que sempre dure…”

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Pensar positivamente
Terça-feira, Agosto 26, 2014

Às vezes, dizem que sou pessimista, que pinto um quadro negro de tudo… É falso. Confundem pessimismo com realismo. Já passei a fase dos contos da carochinha ou já devia ter passado, porque depois, contradizendo as premissas, estou sempre pronta a acreditar nas pessoas, acho que elas vão mudar (para melhor, claro!) e que me vão surpreender positivamente. Ah! Quanto me tem custado esta minha faceta de ingenuidade e credulidade!

Atualmente, ver o lado positivo das coisas é estar vivo, respirar e ter o necessário para viver decentemente, o que muitos já não conseguem fazer. Todos os dias acordamos com novos anúncios de uma dívida que se vai multiplicando exponencialmente apenas porque respiramos e da qual não somos culpados, pelo menos conscientemente. Dizem que todos contribuímos para o buraco, mas, na realidade, sofro os cortes no meu ordenado e aperto o cinto o mais que posso (podem crer que é verdade!) e vejo a classe política a continuar com as suas mordomias, a esbanjar o que não é seu (é de todos nós!) e que, com um sorriso falso, ainda vai adiantando que não chega, que é preciso prepararmo-nos para mais sacrifícios sob pena de perdermos a nossa identidade (a europeia?) e de sermos conquistados por alguém que não só nos põe os olhos em bico como os tem dessa forma, dizem.

A ser verdade, não há positividade que aguente. Quando pensamos que já demos um passo em frente, acabamos por perceber que, na realidade, demos dois para trás.

No que à educação diz respeito, andamos sensivelmente trinta anos para trás, segundo rezam os pedagogos e os que estudam os fenómenos sociais e educacionais, entre os quais não me incluo, infelizmente. Contudo, como tenho uma boa dose de bom senso e fiz a quarta classe de antigamente, ainda sei ler e contar e ainda sei ver o que os “inteligentes e doutos” dos nossos governantes andam a fazer aos nossos jovens, para não falar dos outros. Desculpem por estar a bater na mesma tecla, mas há coisas que não entendo e, então, torno-me uma mosca tonta que teima em sair da sala através do vidro fechado. Bate e bate e não vai a lado nenhum. Aliás, creio que os nossos governantes se transformaram todos em moscas que só sabem fazer a mesma coisa: baixar os salários e subir os impostos, baixar os salários e subir os impostos, baixar os salários e subir os impostos… e, de vez em quando, há um que se sai com uma ação diferente mas horrenda e de uma idiotice tal que nenhum homem minimamente culto consegue compreender como essa do “QUE EMIGREM”. Claro que não se está a referir às suas filhas que, por esta altura, já terão emprego garantido (as duas mais velhas) e até a mais nova, apesar dos seus sete aninhos! Falar dos outros ou para os outros é tão fácil! Desde que a nossa quintinha esteja arrumadinha, os outros que vão para o inferno (para não usar termos impróprios de uma crónica!)!

Ora, onde está a “social-democracia ” no meio disto tudo? Onde está o interesse coletivo? Que nos ensina essa política e, já agora, a religião católica que, aceitem ou não, faz parte do nosso património cultural e está muito presente na nossa sociedade que, por moda ou conveniência, se apelida de ateia?

Vamos ser positivos, mas tomemos medidas positivas que, efetivamente, nos tirem a todos do fundo do poço e não apenas a alguns ou que nos afoguem de vez. Que os que têm muito paguem muito mais da fatura do que aqueles que veem os seus rendimentos baixarem cada vez mais! Não estará mais de acordo com a ideologia que nos governa e com a religião que professamos, apesar de todos os protestos ateus?

Boas férias (em casa) para a maioria, mas pensem positivamente e vão para fora cá dentro. Ou… viajem com a leitura e aproveitem para ler um livro, na biblioteca, para não gastarem o dinheiro que não têm.

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