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Pensar como um todo
Quarta-feira, Abril 6, 2016

Como foi amplamente noticiado, foi apresentado um anteprojeto de requalificação do centro cívico da vila de Caldas das Taipas. O projeto apresentado demonstrou intervenção de qualidade revelado pelo trabalho, pesquisa, reflexão e propostas. Quando assim é, teremos que ser justos e reconhecer positivamente o que deve ser reconhecido.

A apresentação pública de um projecto em fase liminar tem a vantagem acrescida de os técnicos poderem, em tempo, recolherem ideias, problemas, obstáculos, sugestões que de forma espontânea o público traz para estas apresentações.

A receção e consequente acolhimento das perspectivas de quem usa e frui quotidianamente o local em requalificação inferirá luz para que o possível projeto a apresentar venha expurgado dessas contrariedades. Logo, o procedimento adotado é inteligente, democrático e participativo prestigiando desse modo quem o promove.

O grande problema de um projecto com esta envergadura, porque estruturante, são os automóveis enquanto meio principal de locomoção moderna. O automóvel enquanto meio indispensável e incontornável da vida moderna, de trabalho, lazer, transporte e de conforto, não pode ser postergado para um lugar que assumiu e que, parece, se quer eliminar.

Agora, é necessário encontrar o seu verdadeiro lugar; a intensidade da sua presença; a sua arrumação sem pôr em causa o paradigma de que as ruas são para as pessoas e não para os automóveis; é necessário encontrar a justa medida da sua presença evitando engarrafamentos, ocupação de espaço, poluição e urbanismo motorizado.

É a velha questão do estacionamento que deverá responder com eficácia às premissas de se localizar suficientemente perto do centro e sem custos exagerados. E esta questão tem de ser respondida eficientemente. Ninguém pode garantir que uma requalificação do centro cívico, por si, seja uma condição sem a qual não existe revitalização do comércio; de atratividade; de concentração de serviços e de centro aglutinador de vida social da vila.

A questão do estacionamento e da circulação automóvel é de vital importância para a conceção do centro da vila como o núcleo dinamizador de uma centralidade cada vez mais indiscutivel.

Não integrar, esquecer, desprezar ou negligenciar o trânsito, o estacionamento e a existência do automóvel como factor essencial de presença, poderá constituir um erro que poderá afectar a essencialidade da requalificação: a de dotar a vila das Taipas de um centro efcetivo da sua vida económico/social.

Tesoureiro da Junta de Freguesia de Caldelas